Nesta segunda-feira, 15 de junho, Dia Mundial de Conscientização sobre a Violência contra a Pessoa Idosa, data instituída pela Organização das Nações Unidas (ONU), o monumento ao Cristo Redentor foi iluminado em violeta. O objetivo da iluminação realizada pelo Santuário Cristo Redentor foi reforçar a importância da proteção dos direitos da população idosa e valorizar sua presença e contribuição na sociedade.
O Junho Violeta é uma campanha mundial que alerta a sociedade sobre as diversas formas de violência, incluindo agressões físicas, psicológicas, negligência, abandono, violência patrimonial e outras violações de direitos. Segundo dados divulgados pelo Ministério da Saúde, o Brasil já possuía, em 2016, a quinta maior população idosa do mundo. As projeções indicam que, em 2030, o número de pessoas idosas deverá ultrapassar o de crianças de 0 a 14 anos, mudança demográfica conhecida como “inversão da pirâmide etária”.
A violência contra a pessoa idosa é uma questão de segurança pública que exige atenção urgente. Casos de agressão, negligência e exploração vêm crescendo, o que torna fundamental o engajamento coletivo por um envelhecimento digno e livre de violência. Os casos podem ser denunciados pelo Disque 100, canal da Ouvidoria Nacional dos Direitos Humanos (ONDH/MDHC) que funciona diariamente, 24 horas por dia, incluindo sábados, domingos e feriados, registra denúncias de violações, dissemina informações e orienta a sociedade sobre a política de direitos humanos.
O canal pode ser acionado por meio de ligação gratuita – discando 100 em qualquer aparelho telefônico. Pela internet, as denúncias podem ser feitas no site da Ouvidoria, pelo WhatsApp (61) 99611-0100 ou Telegram. O serviço também dispõe de atendimento na Língua Brasileira de Sinais (Libras), no site da Ouvidoria; basta digitar no navegador: www.gov.br/mdh/pt-br/ondh.
Segundo dados do Disque 100, divulgados pela ONDH/MDHC, entre janeiro de 2024 e abril de 2026, foram registradas mais de 435 mil denúncias relacionadas a violações de direitos de pessoas idosas em todo o país. No mesmo período, foram contabilizadas mais de 2,5 milhões de violações de direitos, evidenciando a complexidade e a recorrência das agressões sofridas por essa parcela da população. Já nos primeiros quatro meses de 2026, foram contabilizadas 75.700 denúncias, contra 58.296 no mesmo período de 2025, o que representa um aumento de 29,85%.
As mulheres idosas aparecem como as principais vítimas das denúncias registradas, somando mais de 273 mil ocorrências, com maior concentração na faixa etária entre 70 e 74 anos. As violações ocorrem, em sua maioria, dentro do ambiente familiar, seja na casa da vítima, seja na residência compartilhada entre vítima e suspeito. Os dados também revelam que a maior parte das ocorrências é praticada por filhos, outros familiares e pessoas próximas. Entre as violações mais recorrentes estão negligência, exposição de risco à saúde, tortura psíquica, maus-tratos, abandono, constrangimento e violência patrimonial.


