Orquestra Sinfônica Jovem do Rio de Janeiro apresenta concerto em homenagem ao Esporte como instrumento de transformação social

O som de uma das mais destacadas orquestras jovens do país dará o tom de uma noite histórica para o esporte e para a cultura brasileira. No próximo 23 de junho, Dia Nacional do Esporte, às 19h, a Orquestra Sinfônica Jovem do Rio de Janeiro (Orquestra Residente da PUC-Rio) sobe ao palco do Theatro Municipal para um concerto especial em homenagem às mulheres que abriram caminhos no futebol nacional. Com regência de Cláudio Cruz, repertório vibrante e performances de alto nível técnico, a apresentação celebra a força transformadora do esporte, a excelência artística da juventude brasileira e marca a contagem regressiva de um ano para a Copa do Mundo Feminina de 2027. 

A Ação Social pela Música do Brasil promove uma noite muito especial, com o apoio da NO MORE BRASIL, da Empresa Brasil de Comunicação (EBC), da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO) e do Santuário Cristo Redentor, que possui o Núcleo Esporte e Fé. A programação terá início com a exibição de um vídeo reunindo atletas de destaque em defesa do combate ao feminicídio e da liberdade de escolha das mulheres. Na sequência, serão homenageadas as pioneiras do futebol feminino brasileiro, reconhecidas por sua contribuição para a abertura de caminhos e a conquista de direitos no esporte. 

Embalada por obras de grande apelo popular e músicas marcantes, uma celebração que une arte, memória, inclusão e o protagonismo das mulheres no esporte. As pioneiras do futebol feminino brasileiro (Marisa Pires, Danda, Fia, Fanta e Pelezinha), junto ao Reitor do Santuário Cristo Redentor, Padre Omar, vão iluminar o monumento ao Cristo Redentor em verde e amarelo, em uma ação simbólica que marcará a contagem regressiva para a Copa do Mundo Feminina de 2027, reforçando a importância do protagonismo feminino dentro e fora dos campos. Quem estiver presente no Theatro Municipal acompanhará a iluminação simultaneamente em um telão. 

“O futebol feminino brasileiro está alcançando cada vez mais números inéditos. Nos últimos anos, cresceu o profissionalismo, cresceu o amor ao futebol, cresceu a certeza que o esporte é uma fundamental ferramenta de integração e desenvolvimento para a construção de uma cultura de respeito, igualdade e solidariedade”, destaca o reitor do Santuário Cristo Redentor, Padre Omar. 

Formada por jovens músicos de comunidades do Rio de Janeiro, a Orquestra Sinfônica Jovem do Rio de Janeiro se consolidou como um dos mais reconhecidos conjuntos jovens do país, pelo alto nível técnico, pela energia contagiante e pela maturidade artística de suas interpretações. Sob a regência de Cláudio Cruz, o público poderá apreciar um repertório cuidadosamente selecionado para emocionar e aproximar diferentes gerações, reunindo obras consagradas de compositores como Tchaikovsky e Strauss, clássicos da música brasileira, além de temas que marcaram a memória afetiva dos brasileiros, como “Carruagens de Fogo” e o inesquecível “Tema da Vitória”, dedicado a Ayrton Senna. Com performances vibrantes, sonoridade refinada e grande comunicação com a plateia, a orquestra transforma cada apresentação em uma experiência de celebração, alegria e confraternização. Um concerto pensado para encantar o grande público, com melodias que atravessam o tempo e fazem com que muitos saiam do teatro com a memória afetiva em dia, cantando, emocionados e renovados. 

“Eu faço uma analogia: a maior semelhança que os músicos têm com o esporte é que ambas as profissões demandam muito do indivíduo, são caminhos paralelos! Assim como o atleta precisa se dedicar anos a fio para se transformar em um campeão, um músico também necessita de muito estudo, concentração, técnica para virar um grande músico desde cedo. Todos precisam atravessar muitos obstáculos. E esta noite é uma prova de que a dedicação faz parte dos dois ramos de atuação”, ressalta Fiorella Solares, diretora da orquestra. 

Sobre a OSJRJ 

A Orquestra Sinfônica Jovem do Rio de Janeiro (OSJRJ), fruto do programa Ação Social pela Música do Brasil, é composta por 55 jovens de grande talento e dedicação com idades entre 18 e 28 anos e, em sua grande maioria, residentes em áreas de vulnerabilidade no Rio de Janeiro. 

A OSJRJ foi criada em 2014 e tem realizado apresentações no Theatro Municipal do Rio de Janeiro, na Cidade das Artes, na Sala Cecília Meireles, Sala da Filarmônica de Minas Gerais e na PUC-Rio, com importantes convidados, executando amplo repertório em suas já tradicionais temporadas anuais. Alguns dos jovens talentosos que compõem o grupo já se apresentaram em concertos na Alemanha, França, Itália, Holanda, Suíça e nos Estados Unidos.

A participação desses jovens na Orquestra é fundamental para seu desenvolvimento tanto profissional quanto pessoal. Neste processo de aprendizagem, eles adquirem maior disciplina, concentração, capacidade de trabalho em equipe, respeito e paixão pela arte, afastando-os, consequentemente, de atividades nocivas muito próximas de suas residências. Ao reunir e integrar adolescentes e jovens de diversas comunidades em um ambiente de prática orquestral, observa-se a música como um eficiente dispositivo de reestruturação emocional, inserção social e de crescimento pessoal. Como resultado, muitos deles ganham autoestima e confiança para enfrentar os desafios da vida adulta, abrindo oportunidades para exercer atividades remuneradas. 

Com o objetivo de aperfeiçoar a prática orquestral e conduzir os jovens músicos à universidade e à profissionalização, a Orquestra Sinfônica Jovem do Rio de Janeiro proporciona a inclusão social, a democratização do acesso à música clássica e a cidadania.

Sobre Cláudio Cruz 

O maestro Cláudio Cruz é Doutor em Música, Diretor Musical e Maestro Titular da Orquestra Jovem do Estado de São Paulo (OJESP) e primeiro violino do Quarteto Carlos Gomes. Estudou violino com seus pais, destacando que seu pai foi um famoso Lutier no Brasil, e, posteriormente, com professores renomados como Erich Lenninger e Maria Vichnia. Participou de masterclasses com Kenneth Goldsmith, Chaim Taub e Joseph Gingold. 

Estudou teoria, harmonia, contraponto e regência com o Prof. Dr. George Olivier Toni. Estreou como solista aos 13 anos, tocando um concerto de Johann Sebastian Bach. Tocou com diversas orquestras brasileiras e internacionais, incluindo a Kammerorchester Berlin. Foi membro de vários quartetos, incluindo o Quarteto da Cidade de São Paulo e o Quarteto OSESP. 

Na carreira como Maestro, Cláudio Cruz foi Diretor Musical da Orquestra de Câmara Villa-Lobos e da Orquestra Sinfônica de Ribeirão Preto. Foi Regente da Orquestra de Câmara da Osesp e Diretor Musical da Orquestra Sinfônica do Theatro Municipal do Rio de Janeiro. Já regeu diversas orquestras brasileiras e internacionais, incluindo a Orquestra Sinfônica do Estado de São Paulo e a Royal Northern Sinfonia. Venceu diversos concursos no Brasil e internacionalmente. Recebeu prêmios da Associação Paulista de Críticos de Arte (APCA) e o Grammy Latino. Foi premiado pela Revista Diapason (França) e pela Iberian and Latin Music Society of London. Gravou mais de 50 discos, incluindo concertos de Tchaikovsky e Max Bruch. Editou partituras de obras de compositores brasileiros, incluindo Flausino Vale e Alberto Nepomuceno. 

Como Professor e Diretor, ministrou aulas de violino e música de câmara em diversas instituições, incluindo a Escola Municipal de Música de São Paulo e a Faculdade Santa Marcelina. Foi Diretor Pedagógico do Festival Internacional de Campos do Jordão. (foto: Daniel Ebendinger) .

Sobre Fiorella Solares 

Fiorella Solares, nascida na Guatemala e naturalizada brasileira, é violoncelista profissional com sólida trajetória na música clássica. Atuou em importantes orquestras, como a Orquestra Sinfônica Brasileira e a Petrobras Sinfônica, tendo se aposentado recentemente da Orquestra Sinfônica do Theatro Municipal do Rio de Janeiro. Há 27 anos, ao lado de seu marido, o maestro David Machado, fundou a instituição Ação Social pela Música do Brasil, consolidando uma carreira de mais de três décadas dedicada à cultura e à educação. Seu trabalho destaca-se pela implementação de núcleos de ensino de música clássica em comunidades de baixa renda, promovendo transformação social por meio da arte. No estado do Rio de Janeiro, o projeto está presente em 20 comunidades e, após alcançar resultados expressivos, expandiu-se para João Pessoa (PB), Ji-Paraná (RO) e Campo Grande (MS). Ao longo de sua trajetória, mais de 16 mil alunos já foram atendidos, e atualmente cerca de 4.800 crianças e adolescentes são beneficiados em quatro estados brasileiros. 

Em 2014, Fiorella fundou a Orquestra Sinfônica Jovem do Rio de Janeiro, hoje reconhecida como um dos mais relevantes conjuntos sinfônicos jovens da cidade. Em reconhecimento ao seu trabalho cultural e socioeducativo, recebeu importantes homenagens: em 2014, o título de Cidadã Honorária do Rio de Janeiro; em 2016, foi condecorada pela Câmara Municipal de São Paulo pelos serviços prestados à cultura; e, em 2018, foi agraciada na Premiação Person of the year, realizada pela Câmara de Comércio Brasil–Estados Unidos de Nova Iorque, pelo seu destaque em empreendedorismo social em nosso país. 

Repertório do concerto: 

VANGELIS: "Carruagens de Fogo"   

CARLOS GOMES: Abertura O GUARANI  

PIOTR ILITCH TCHAIKOVSKY (1840 - 1893)  Valsa das flores, 6’: O Lago dos Cisnes, Op.20a nº2: Valsa 

JOHANN STRAUSS (1825 - 1899): O Danúbio Azul, Op.314 – 9’ 

TEMA DA VITÓRIA (Eduardo Souto Neto – dedicado a Ayrton Senna) 

GONZAGUINHA: O que é O que é 

SERVIÇO

Regência: Cláudio Cruz 

Data: 23 de junho de 2026 (terça-feira) 

Horário: 19h

Local: Theatro Municipal do Rio de Janeiro (Endereço: Praça Floriano s/n, Centro – RJ) 

Duração: 80 minutos

Classificação: Livre 

Ingressos (preços populares): 

Plateia e Balcão Nobre: R$40 (inteira) e R$20 (meia-entrada) 

Balcão Superior Central e Lateral: R$30 (inteira) e R$15 (meia-entrada) 

Galeria Central e Lateral: R$20 (inteira) e R$10 (meia-entrada) 

Na bilheteria do Theatro ou através do link https://feverup.com/m/609752