Quinhentos e vinte e cinco anos após a Primeira Missa no Brasil, realizada na Praia de Coroa Vermelha, no município de Santa Cruz Cabrália, na Bahia, a Cruz que foi o marco fundacional da identidade nacional refez o percurso de Portugal ao Brasil em 2025 para uma peregrinação inédita, que se transformou em documentário: “Terra de Santa Cruz”. O filme estreou no Globoplay e no Globoplay Internacional no dia 14 de setembro.
“Terra de Santa Cruz” reconecta fé, história e identidade: o retorno simbólico da Cruz da Primeira Missa celebrada no Brasil, em 26 de abril de 1500. Ao longo de 15 dias, a relíquia percorreu mais de 20 cidades em Portugal e no Brasil, despertando memória, devoção e reflexão e celebrando a rica diversidade cultural e espiritual do país.
Conduzido pelos olhares complementares do Padre Omar, Reitor do Santuário Cristo Redentor e idealizador da iniciativa, e da indígena da etnia Pataxó, Wilza Neves, coordenadora do Núcleo de Povos Originários do Santuário, o documentário entrelaça passado e presente em uma narrativa sensível e profunda. Enquanto o sacerdote resgata o significado histórico e religioso da Cruz, Wilza percorre o caminho como expressão viva das raízes originárias, reafirmando a presença indígena na construção dessa história.
Entre encontros e celebrações, “Terra de Santa Cruz” revela que mais do que um percurso geográfico, essa travessia é um convite à reconexão com aquilo que funda a identidade de um povo: a fé, a memória e o sentido de pertencimento.
“O documentário marca os 525 anos da Primeira Missa celebrada no Brasil e registra um momento histórico: pela primeira vez, realizamos uma peregrinação com a Cruz da Primeira Missa, percorrendo dois países e mais de 20 cidades. Essa Cruz nos reconecta às raízes da nossa fé e a uma história que permanece viva. Desde aquela Santa Missa, celebrada há 525 anos, a Eucaristia nunca mais deixou de ser celebrada em nossa Terra de Santa Cruz”, afirma Padre Omar.
“A Peregrinação da Cruz da Primeira Missa no Brasil tornou-se um espaço de diálogo e reconciliação entre o antigo Pindorama, hoje Brasil, e Portugal. E uma mulher indígena conduzindo esse símbolo uniu a força ancestral dos povos originários à fé europeia que nos permeia, ressignificando a história em prol da cura, da fraternidade e do respeito à dignidade de cada cultura”, destaca a indígena Wilza Neves.
“Terra de Santa Cruz” é uma coprodução do Instituto Redemptor e da TM Produtora, viabilizada por meio da Lei do Audiovisual, junto à Agência Nacional do Cinema (ANCINE). O documentário conta com patrocínio da MAG e apoio da Arquidiocese de São Sebastião do Rio de Janeiro e da Federação de Convention & Visitors Bureaux do Estado do Rio de Janeiro (FC&VB-RJ). A direção é de Leanna Scal e Tatiana D’Angello e a edição, de Bruna Lohnefink.


