Santuário Cristo RedentorUm dos maiores ícones mundiais, agora mais perto de você.http://santuariocristoredentor.com.br/Deixo-vos a Pazhttp://santuariocristoredentor.com.br/noticias/deixo-vos-a-pazhttp://santuariocristoredentor.com.br/noticias/deixo-vos-a-paz<div style="text-align: center; "><span style="font-style: italic;">Anunciai com gritos de alegria, proclamai até os extremos da terra: o Senhor libertou o seu povo, aleluia! (Is 48,20)</span></div><div><br></div><div style="text-align: justify; ">        Estamos celebrando o sexto Domingo da Páscoa. Em alguns lugares do mundo, na próxima quinta-feira será celebrada a solenidade da Ascensão do Senhor. No Brasil, esta solenidade foi transferida para o Domingo seguinte substituindo assim o sétimo domingo de Páscoa. Nesse domingo será comemorado mundialmente o 53º Dia Mundial as Comunicações Sociais (“Somos membros uns dos outros” (Ef 4, 25) – “das comunidades de redes sociais à comunidade humana”). Nesta semana, conforme algumas tradições, alguns iniciam a Novena de preparação para a grande solenidade de Pentecostes (outros fazem a semana de preparação após o Domingo da Ascensão), que no Brasil (e em todo o hemisfério sul) coincide com a Semana de Oração pela Unidade dos Cristãos ("Procurarás a justiça, nada além da justiça" [Dt 16.11-20]). Estamos nos aproximando do final do tempo da Páscoa: é tempo de procurarmos aprofundar em como poderemos colocar em prática a unidade entre os cristãos, a comunicação formando comunidades, respondendo a Jesus que nos envia em Missão para anunciar o Evangelho e acolhendo o grande dom do Espírito Santo, ele que é o grande segredo da nossa vida. Aquilo que a Igreja viveu em seus inícios somos chamados a viver agora, atualizando o mistério da Páscoa e de Pentecostes.</div><div>        A palavra de Deus que nos é dirigida neste 6º domingo da Páscoa, nos fala da importância de guardar a Palavra. O Evangelho de João (Jo 14,23-29), Evangelho que lemos no tempo de Páscoa, assim diz: “Naquele tempo, disse Jesus a seus discípulos: 'Se alguém me ama, guardará a minha palavra, e o meu Pai o amará, e nós viremos e faremos nele a nossa morada” (v.23). Guardar a palavra é muito mais do que decorá-la. É coloca-la no íntimo do nosso coração, da nossa vida, da nossa mente e exatamente por isso colocá-la em pratica no nosso dia a dia. É passar a viver da Palavra, que é o próprio Jesus Cristo, o Verbo que se fez carne. Somos chamados a ser morada de Deus, quanto mais ouvimos, guardamos e colocamos em prática essa Palavra. </div><div>        O Evangelho deste domingo está inserido no “discurso de despedida” de Jesus. Escrito no contexto do lava pés e da última Ceia, ele é utilizado pela Liturgia para preparar os fiéis ante as solenidades da Ascensão do Senhor e a de Pentecostes. Para entender a grandeza da cena e dos relatos, uma imagem pode nos ajudar: imaginemos o líder de uma grande família que se encontra em seus últimos momentos e pede para reunir a família para apresentar suas últimas palavras, que são um resumo de todos os ensinamentos que ele tenha dado ao longo de sua vida, ao mesmo tempo que as palavras dirigidas são as essenciais e que as que gostaria de deixar marcadas para a posteridade. Pois bem, nesse discurso de despedida de Jesus, três mensagens principais: na semana passada ouvimos o relato que traz o novo mandamento de amar-nos como o Senhor nos amou. No Evangelho de hoje, outros dois princípios essenciais são enunciados: a Paz e o Paráclito.</div><div>        “Deixo-vos a paz, a minha paz vos dou; mas não a dou como o mundo. Não se perturbe nem se intimide o vosso coração” (v.27). A serenidade de coração como frutos da paz nos é apresentada como consequência direta de alguém que ama o Mestre e guarda a sua palavra: “Se alguém me ama, guardará a minha palavra, e o meu Pai o amará, e nós viremos e faremos nele a nossa morada” (v.23). A paz que nos é proposta pelo Senhor não é uma paz daquele que tem uma vida tranquila, que não acontece nada, que não encontra problemas, dificuldades ou tribulações. Pelo contrário! A presença do Senhor em nós nos faz encarar todas as realidades, inclusive as mais adversas, numa atitude de paz. Uma paz interior que é fruto de alguém que sabe que tudo concorre para o bem daqueles que amam a Deus e de alguém que se sabe cuidado por Deus. Por isso, “Não se perturbe nem se intimide o vosso coração” (v.27).</div><div>        Logo após, ante a realidade da ausência do mestre e o suposto medo dos discípulos que agora temem caminhar só, vem a promessa do envio de um Paráclito, palavra grega que significa Defensor, advogado, aquele que vem em socorro: “Mas o Defensor, o Espírito Santo, que o Pai enviará em meu nome, ele vos ensinará tudo e vos recordará tudo o que eu vos tenho dito” (v. 26). Jesus nos promete o dom do seu Espírito. Pela ação do Espírito iremos saborear a Palavra de Deus em nossa vida. Sabemos que tudo é Dom! Tudo é Graça!</div><div>        Cristo voltará para o Pai. Agora os apóstolos, seus sucessores e todo o povo de Deus vão continuar a missão que Cristo inaugurou, de instaurar o Reino de Deus. Mas não seguirão essa missão baseados em suas forças como se fosse uma ideologia humana: o protagonismo da Missão é o Espírito Santo. O protagonista da conversão dos corações é o Espírito Santo. O protagonista da vida da Igreja é o Paráclito. Quando consideramos a palavra recordar utilizada no texto, tal termo não tem somente o sentido de fazer lembrar, mas traz também a ideia de sugerir. O Espírito Santo trará aos apóstolos não somente a memória do que Jesus fez e ensinou, mas também a capacidade de descobrir a profundidade e a riqueza do que viram e ouviram. Assim como nos recorda o Vaticano II, “os apóstolos comunicaram aos seus ouvintes o que o Senhor disse e fez com aquela maior compreensão que lhes deram os acontecimentos gloriosos de Cristo” (Dei Verbum 18).</div><div>        Deixo-vos a paz, a minha paz vos dou; mas não a dou como o mundo. Não se perturbe nem se intimide o vosso coração (v.27).</div><div>Estas palavras são importantes para nós em um mundo onde já não se vive mais a fé, em que se persegue a Igreja, em que se quer desacreditar os homens de fé. Somos chamados a confiar além das nossas evidências, pois temos o dom do Espírito, que além de nos fazer compreender a mensagem que o Senhor nos entregou, age fazendo com que mesmo as coisas negativas possam se tornar oportunidades de proximidade com Deus e oportunidade de anúncio da Boa Nova. O Espírito vem em socorro de nossas fraquezas, principalmente quando parece que uma avalanche de situações adversas vem contra nós. Deus luta conosco e não contra nós, como nos recorda o papa Francisco, em suas catequeses de quarta- feira sobre o Pai Nosso.</div><div>        Com o dom do Espírito Santo recebemos a paz, a reconciliação com Deus e com os outros. A paz que Jesus nos dá transcende completamente a paz deste mundo, que pode ser superficial e aparente, compatível com a injustiça. Ao contrário, a paz de Cristo é, antes de mais nada, reconciliação com Deus e entre os homens, um dos frutos do Espírito Santo.</div><div>        Quando Jesus diz que o Pai é maior do que ele, está considerando sua natureza humana. Assim, enquanto homem, Jesus vai ser glorificado subindo à Direita do Pai. Cristo é igual ao Pai segundo a Divindade e menor que o Pai segundo a humanidade.</div><div>        A segunda leitura deste domingo (At 15,1-2.22-29) reflete as dificuldades que existiam na comunidade. Além daquelas lutas que existem fora, há as dificuldades internas de entendimentos. Quando há tensões internas, há também a oportunidade de se reunir e de ouvir a voz do Espírito por meio daqueles que tem essa missão. E o mais importante: que a resolução das desavenças seja resolvida na comunhão e na unidade: Chegaram alguns da Judéia e ensinavam aos irmãos de Antioquia, dizendo: 'Vós não podereis salvar-vos, se não fordes circuncidados, como ordena a Lei de Moisés.' O conflito na comunidade era grave. O problema era: a Igreja seria uma instituição acabada à qual os outros poderia se agregar, conservando suas práticas vindas do judaísmo ou seria a Igreja um povo a ser constituído, aberto para a forma que o Espírito quiser lhe dar? O Concílio de Jerusalém, apresentado nesta passagem, confirma a prática de admitir pagãos sem passar pelas instituições judaicas. Apenas, em nome do novo princípio da caridade fraterna, os cristãos do paganismo deveriam abster-se de coisas que eram realmente um tabu para os judeu-cristãos. Não respeitar isso seria dificultar a vivência da comunidade. Permanece a primazia da caridade fraterna.</div><div>        O salmo responsorial (Sl 66,2-3.5.6.8) apresenta o pedido de que todas as nações possam glorificar o Senhor. O desejo e o pedido de salvação universal apresentados neste salmo encontram seu cumprimento no envio dos Apóstolos por Jesus Cristo para que pregassem a conversão a todas as nações e na implantação da Igreja na que todos os povos se unem no louvor ao Senhor.</div><div>        A leitura do Apocalipse (Ap 21,10-14.22-23) chama atenção para a Missão da Igreja, ligada ás doze tribos e aos doze apóstolos: Estava cercada por uma muralha maciça e alta, com doze portas. Sobre as portas estavam doze anjos, e nas portas estavam escritos os nomes das doze tribos de Israel. Havia três portas do lado do oriente, três portas do lado norte, três portas do lado sul e três portas do lado do ocidente. A muralha da cidade tinha doze alicerces, e sobre eles estavam escritos os nomes dos doze apóstolos do Cordeiro. Não vi templo na cidade pois o seu Templo é o próprio Senhor, o Deus Todo-poderoso, e o Cordeiro. Os nomes das tribos de Israel aqui apresentados e dos doze apóstolos expressam a continuidade entre o antigo povo eleito e a Igreja de Cristo, ao mesmo tempo que indica a novidade da Igreja, que se edifica sobre os doze apóstolos. A posição das portas simboliza a universalidade da Igreja, aquela a que as nações irão recorrer para alcançar a salvação. É curioso observar que no meio dela não há Templo, pois já não há necessidade de um sinal da morada divina, pois os bem-aventurados verão Deus e o Cordeiro Face a Face.</div><div>        Chegando quase ao final do tempo Pascal, a Palavra nos lembra de acolher a Palavra, acolher a paz que Cristo nos dá, saber resolver as questões internas na comunhão do Espírito. Que deixemos que Cristo seja a luz que ilumina toda a nossa vida. Que possamos estar abertos em todos os ambientes, anunciando a presença e ação do Cristo vivo, a comunhão entre nós na acolhida e no respeito às diferenças. Que o Senhor nos dê a graça de estarmos sempre abertos às maravilhas que ele tem preparado para nós.</div> Sun, 26 May 2019 13:51:58 -0300Guardar a Palavra do Senhorhttp://santuariocristoredentor.com.br/noticias/guardar-a-palavra-do-senhorhttp://santuariocristoredentor.com.br/noticias/guardar-a-palavra-do-senhor<div>        Estamos no 6º Domingo do tempo pascal, o último domingo antes da Ascensão. A Igreja celebra nos próximos dias duas grandes festas: Ascensão e Pentecostes; convida-nos a ter os olhos postos no Céu, a Pátria definitiva a que o Senhor nos chama. O Evangelho (Jo 14, 23-29) apresenta o final do discurso da despedida. Cristo promete aos seus discípulos enviar o Espírito Santo: “Ele vos ensinará e recordará tudo o que vos tenho dito”.</div><div><span style="white-space:pre"> </span>O Senhor prometera aos seus discípulos que, passado um pouco de tempo, estaria com eles para sempre. “Ainda um pouco de tempo e o mundo já não me verá. Vós, porém, tornareis a ver-me…” (Jo 14,19-20). O Senhor cumpriu a sua promessa nos dias em que permaneceu junto dos seus após a Ressurreição, mas essa presença não terminará quando subir com o seu Corpo glorioso ao Pai, pois pela sua Paixão e Morte nos preparou um lugar na casa do Pai, “onde há muitas moradas. Voltarei e tomar-vos-ei comigo, para que, onde eu estou, estejais vós também” (Jo 14,2-3).</div><div><span style="white-space:pre"> </span>Os Apóstolos, que se tinham entristecido com a predição das negações de Pedro, são confortados com a esperança do Céu. A volta a que Jesus se refere inclui a sua segunda vinda no fim do mundo e o encontro com cada alma quando se separar do corpo. A nossa morte será precisamente o encontro com Cristo, a quem procuramos servir nesta vida e que nos levará à plenitude da glória. Será o encontro com Aquele com quem falamos na nossa oração, com quem dialogamos tantas vezes ao longo do dia.</div><div><span style="white-space:pre"> </span>A meditação sobre o Céu deve também estimular-nos a ser mais generosos na nossa luta diária “porque a esperança do prêmio conforta a alma para que empreenda boas obras” (São Cirilo de Jerusalém). O pensamento desse encontro definitivo de amor a que fomos chamados nos ajudará a estar mais vigilantes nas nossas tarefas grandes e nas pequenas, realizando-as de um modo acabado, como se fossem as últimas antes de irmos para o Pai.</div><div><span style="white-space:pre"> </span>Neste Domingo a Palavra de Deus continua a nos falar da Igreja, dessa Comunidade do Ressuscitado, comunidade que peregrina já há dois mil anos na história humana, como um povo tão pobre, tão débil, humanamente falando, mas também tão rico e tão forte pela presença do Ressuscitado entre nós.  É ainda o Apocalipse que nos apresenta, de modo belíssimo, a glória da Jerusalém celeste, Esposa do Cordeiro, nossa Mãe católica: “Mostrou-me a Cidade Santa, Jerusalém, descendo do céu, de junto de Deus, brilhando com a glória de Deus” – Esta Jerusalém gloriosa é a Igreja! Ela não nasce de um projeto humano; ela nasce do coração do Pai, que, através do Filho Jesus, doador do Espírito, chamou-nos, reuniu-nos, salvou-nos e fez de nós um novo povo, uma nova cidade, uma nova aliança, início de uma nova humanidade. A Igreja é a verdadeira Jerusalém, a verdadeira Cidade de Deus, que desce do céu e que é santificada pelo sangue do Cordeiro e, um dia, será totalmente transfigurada na glória de Deus. Não na sua própria glória, mas na de Deus, aquela glória que já brilha na face do Cristo Ressuscitado!</div><div><span style="white-space:pre"> </span>Ela é a herança e a realização plena do antigo povo de Israel, ela é a plenitude do povo de Israel, é o Israel da nova aliança. Por isso, “nas suas portas estavam escritos os nomes das doze tribos de Israel”. Mas, a Igreja é mais que Israel: ela é aberta a todos os povos, suas portas são abertas para todos os lados: “havia três portas do lado do oriente, três portas do lado norte, três portas do lado sul e três portas do lado do ocidente”. A nova Jerusalém é católica (universal), é aberta a todos, aberta em todas as direções, pois nela todos os povos, todas as culturas terão abrigo. </div><div><span style="white-space:pre"> </span>O pensamento do Céu, agora que estamos próximos da festa da Ascensão, deve levar-nos a uma luta decidida e alegre por tirar os obstáculos que se interpõem entre nós e Cristo, deve estimular-nos a procurar sobretudo os bens que perduram e a não desejar a todo custo as consolações que acabam.</div><div><span style="white-space:pre"> </span>Contudo, a Igreja, nova Jerusalém está toda imersa em Deus e no seu Cristo. Ela mesma é templo de Deus no Espírito Santo! Ela vive na luz do Cristo, apesar de caminhar nas trevas deste mundo! Para o mundo, que somente pode enxergar a Igreja na sua realidade exterior, ela é apenas mais uma instituição, entre tantas do mundo. Mas, para nós, que cremos, para nós somos Igreja viva, para nós que dela nascemos e nela vivemos, para nós que nos nutrimos de seus sacramentos, ela é muito mais, ela é este admirável mistério de fé! É isto que queremos dizer quando dizemos: “Creio na Igreja, una, santa, católica e apostólica”. Renovemos nossa fé na Igreja e mergulhemos cada vez mais no seu mistério, pois é aí, é aqui, que podemos viver na nossa vida o mistério e a salvação do Cristo, nosso Deus.</div> Sat, 25 May 2019 13:48:37 -0300Dia de Santa Rita de Cássiahttp://santuariocristoredentor.com.br/noticias/dia-de-santa-rita-de-cassiahttp://santuariocristoredentor.com.br/noticias/dia-de-santa-rita-de-cassia<div>        No dia 22 de maio celebramos a memória facultativa de Santa Rita de Cássia, religiosa. Essa comemoração se transforma em festa em tantas igrejas e capelas que a tem como padroeira, assim como na devoção da maioria do povo brasileiro. De acordo com os escritos de divulgação e sites que explicitam a vida dos santos, ao conhecer um pouco da vida da santa, somos convidados à santidade. O Brasil tem sido agraciado com vários processos de beatificação e canonização. O Santos nos ajudam a viver ainda melhor o nosso caminho cristão. Longe de atrapalhar a liturgia, na realidade, a sua comemoração nos ajuda ainda mais a dar visibilidade aquilo que a liturgia de cada dia nos convida: de sermos discípulos missionários do Senhor. </div><div>        De acordo com os escritos de divulgação, Santa Rita nasceu provavelmente no ano 1381 em Roccaporena, uma aldeia situada na Prefeitura de Cássia, na província de Perugia. Os seus pais (Antonio Lotti e Amata Ferri) eram pessoas de fé, porém de situação econômica precária, mas a família vivia de modo decoroso e tranquilo.<span style="white-space:pre"> </span></div><div><span style="white-space:pre"> </span>A história de Santa Rita foi repleta de eventos extraordinários (muitos sem comprovação histórica) e um destes se mostrou na sua infância. A criança, talvez deixada por alguns minutos sozinha em uma cesta na zona rural enquanto os seus pais trabalhavam na terra, foi circundada por um enxame de abelhas. Estes insetos recobriram a menina, mas estranhamente não a picaram. Um lavrador, que no mesmo momento havia ferido a mão com a enxada e estava correndo para ir curar-se, passou na frente da cesta onde estava deitada Rita. Viu as abelhas que rodeavam a criança, começou a espantá-las e, com grande estupor, à medida que movia o braço, a ferida se cicatrizava completamente.</div><div><span style="white-space:pre"> </span>Rita teria desejado ser monja, todavia ainda jovem (13 anos) os pais, já idosos, a prometeram em casamento a Paulo Ferdinando Mancini, um homem conhecido pelo seu caráter brutal. Santa Rita, habituada ao dever não opôs resistência e se casou com o jovem oficial que comandava a guarnição de Collegiacone, presumivelmente entre os 17-18 anos, isto é, em torno aos anos 1387-1388.</div><div><span style="white-space:pre"> </span>Do casamento entre Rita e Paulo nasceram dois filhos; Giangiacomo Antonio e Paulo Maria que tiveram todo o amor, a ternura e os cuidados da mãe. Ela procurou educar seus filhos na fé e no amor. Porém, eles foram influenciados pelo pai, que com o tempo se mostrou fanfarrão, traidor e entregue aos vícios. E seus filhos o acompanharam.</div><div><span style="white-space:pre"> </span>Rita então, chorava, orava, intercedia e sempre dava bom exemplo a eles. Rita viu, ao longo do tempo a mudança do caráter do marido, que com mansidão de Santa Rita, tornou-se mais dócil. Porém passou por um grande sofrimento ao ter o marido assassinado e ao descobrir que os dois filhos pensavam em vingar a morte do pai. Com um amor heroico por suas almas, ela suplicou a Deus que não os deixassem cometer esse grave pecado. Pouco tempo mais tarde, os dois rapazes morreram depois de preparar-se para o encontro com Deus.</div><div><span style="white-space:pre"> </span>Sem o marido e filhos, Santa Rita entregou-se à oração, penitência e obras de caridade e tentou ser admitida no Convento Agostiniano em Cássia, fato que foi recusado no início. No entanto, ela não desistiu e manteve-se em oração, pedindo a intercessão de seus três santos patronos – São João Batista, Santo Agostinho e São Nicolau Tolentino – e posteriormente foi aceita no convento. Isso aconteceu por volta de 1441.</div><div><span style="white-space:pre"> </span>Seu refúgio era Jesus Cristo. A santa viveu os impossíveis de sua vida se refugiando no Senhor. Rita quis ser religiosa. Já era uma esposa santa, tornou-se uma viúva santa e depois uma religiosa exemplar. Já na vida religiosa, ela recebeu um estigma na testa, que a fez sofrer muito devido à humilhação que sentia, pois cheirava mal e incomodava os outros. Por isso teve que viver resguardada. Por sua devoção e espiritualidade, recebeu esse estigma (espinho) que a acompanhou durante grande parte da vida e lhe permitiu compartilhar com Jesus as dores de Sua Paixão.<span style="white-space:pre"> </span></div><div>Para Rita os últimos anos foram de sofrimento sem trégua, a sua perseverança na oração a levava a passar muitos dias em sua cela “sem falar com ninguém se não com Deus”, além do mais usava também o cilicio que lhe dava tanto sofrimento, submetia o seu corpo a muitas mortificações: dormia no chão até que se adoentou e ficou doente até os últimos anos da sua vida.</div><div><span style="white-space:pre"> </span>Antes da morte de Rita, um dia de inverno com a temperatura rígida e um manto de neve cobria tudo, uma parente lhe foi visitar e antes de ir embora perguntou à Santa se Ela desejava alguma coisa, Rita respondeu que teria desejado uma rosa da sua horta. Quando voltou a Roccaporena a parente foi à horta e grande foi a sua surpresa quando viu uma belíssima rosa, a colheu e a levou a Rita.</div><div><span style="white-space:pre"> </span>Assim Santa Rita foi denominada a Santa do “Espinho” e a Santa da “Rosa”. Antes de fechar os olhos para sempre, teve a visão de Jesus e da Virgem Maria que a convidavam no Paraíso. Uma monja viu a sua alma subir ao céu acompanhada de Anjos e contemporaneamente os sinos da igreja começaram a tocar sozinhos, enquanto um perfume suavíssimo se espalhou por todo os Mosteiro e do seu quarto viram uma luz luminosa como se fosse entrado o Sol. Era o dia 22 de maio de 1447. Santa Rita de Cássia foi beatificada 180 anos depois da sua subida aos céus e proclamada Santa após 453 anos da sua morte.</div><div><span style="white-space:pre"> </span>Rita de Cássia, a santa das causas impossíveis e do perdão, deixou-nos um legado de fé e perseverança, transmitido por sua vida de amor ao próximo e ao Senhor. Dedicada a Cristo e Seus ensinamentos, foi Seu instrumento para a realização de muitos milagres.</div><div><span style="white-space:pre"> </span>Santa Rita, modelo de humildade e bondade, viveu o Evangelho a tal extremo que foi capaz de perdoar os assassinos de seu marido e de orar por eles. Conheçamos, nestes tempos de individualismo e guerras, a história daquela que praticou e defendeu o maior ensinamento do Senhor: “Amai-vos uns aos outros, como eu vos amei”. Santa Rita! Rogai por nós!</div> Wed, 22 May 2019 13:46:22 -0300Novo céu e nova terrahttp://santuariocristoredentor.com.br/noticias/novo-ceu-e-nova-terrahttp://santuariocristoredentor.com.br/noticias/novo-ceu-e-nova-terra<div>        O tempo da Páscoa vai se encaminhando para a Solenidade da Ascensão do Senhor e para a grande solenidade de Pentecostes. Continua sendo uma grande oportunidade de olharmos para o Senhor que está vivo e presente no meio de nós. Cristo é um acontecimento atual, não mera recordação do passado. Por meio do nosso testemunho de vida mostraremos ao mundo e ao nosso redor esta presença viva e eficaz do Senhor. Este foi exatamente o tema da última exortação Apostólica do Papa Francisco, Christus Vivit,  fruto do Sínodo da Juventude realizado em outubro do ano passado: “CRISTO VIVE: é Ele a nossa esperança e a mais bela juventude deste mundo! Tudo o que toca torna-se jovem, fica novo, enche-se de vida. Por isso as primeiras palavras, que quero dirigir a cada jovem cristão, são estas: Ele vive e quer-te vivo!</div><div>         Está em ti, está contigo e jamais te deixa. Por mais que te possas afastar, junto de ti está o Ressuscitado, que te chama e espera por ti para recomeçar. Quando te sentires envelhecido pela tristeza, os rancores, os medos, as dúvidas ou os fracassos, Jesus estará a teu lado para te devolver a força e a esperança” (CV 1).</div><div>        A palavra de Deus neste quinto domingo da Páscoa é uma oportunidade de percebermos que a presença do Cristo vivo no meio de nós deve ter suas consequências: comunica-lo através da vida e principalmente através do nosso maior distintivo:  a capacidade de amar-nos uns aos outros, mesmo com tantos problemas e dificuldades que enfrentamos a cada dia. </div><div>        O Evangelho deste Domingo (Jo 13, 31a.34-35) nos fala exatamente de um momento difícil que teve de passar Jesus em sua existência terrena junto com a comunidade dos apóstolos. O Evangelho começa falando do clima posterior à traição de Judas: </div><div>Depois que Judas saiu, do cenáculo disse Jesus: 'Agora foi glorificado o Filho do Homem, e Deus foi glorificado nele. Se Deus foi glorificado nele, também Deus o glorificará em si mesmo, e o glorificará logo (Jo 13, 30-32).</div><div>        Sabemos o motivo da saída de Judas: sai para um momento de traição, sai da comunhão com os discípulos para entregar o mestre. Jesus está ante o momento derradeiro da cruz. Jesus olha o momento da cruz que se aproxima como um momento de glorificar o Pai em sua própria vida.         Encontramos dois momentos que parecem antagônicos: Cruz e Glória: a cruz é o trono onde Cristo reina glorioso, dando a vida por todos nós. </div><div>Nesse momento de dor, traição e sofrimento, Jesus fala da Glória de Deus: isso trará luz a todos aqueles que posteriormente vão ter de passar por sofrimentos em nome de Cristo, para que nunca desanimem, mesmo quando passem pelo caminho purificador da dor. É nesse momento que antecede o grande sofrimento do Calvário que ele nos dá o grande mandamento do amor, o Novo Mandamento:</div><div>        Por pouco tempo estou ainda convosco. Eu vos dou um novo mandamento: amai-vos uns aos outros. Como eu vos amei, assim também vós deveis amar-vos uns aos outros. Nisto todos conhecerão que sois meus discípulos, se tiverdes amor uns aos outros' (Jo 13, 33-35).</div><div>        Este texto é o mesmo que utilizamos na Quinta-Feira Santa. No momento em que está sendo traído por um dos seus e às vésperas do Calvário, ele nos dá o mandamento do Amor. O amor que ele tem para conosco é o paradigma para as nossas relações e para o nosso devido reconhecimento, como pessoas que se amam em meio às diferenças, algo que serve para enriquecer muito mais o trabalho missionário.</div><div>        Ante à ideia da “partida” de Cristo, o evangelista traz o preceito do amor, testamento de Cristo. Esse preceito, já presente na lei mosaica, é “novo” pela perfeição a que Jesus o faz atingir e porque constitui como que o distintivo dos tempos novos, inaugurados e revelados pela morte de Jesus. </div><div>        Os preceitos do Senhor se resumem em um só: O Mandamento Novo do Amor. O preceito da caridade é como que um compêndio de toda a lei da Igreja e é o sinal de identificação do cristão. O contexto da passagem, no capítulo 13 de João, é o contexto do lava-pés e logo após o amor até o fim em realização: a morte de cruz.</div><div>        Santo Agostinho, comentando a S João, assim afirma: “ Todos podem persignar-se com o sinal da cruz de Cristo. Todos podem responder amém; todos podem cantar aleluia; todos podem ser batizados, entrar nas igrejas, construir os muros de uma catedral. Mas os filhos de Deus só se distinguem dos filhos das trevas pela caridade. Os que praticam a caridade, nasceram de Deus. É um sinal importante e uma diferença essencial. Você pode ter tudo o que quiser, mas se te falta só isso, todas as outras coisas não servem para nada; se te falta tudo, mas tens a caridade, tens o essencial” (St. Agostinho, Comentário às Cartas de João).</div><div>        As palavras “como eu vos amei” dão a este preceito um sentido e um conteúdo novo: a medida do amor cristão não está no coração do homem, mas no coração de Cristo. É um amor diferente da filantropia, da amizade ou de qualquer outra forma de amor conhecida no contexto grego ou semita da época. “O novo mandamento não consiste simplesmente numa exigência nova e superior, mas está ligado com a novidade de Jesus Cristo, a crescente imersão n’Ele” (Bento XVI, Jesus de Nazaré, vol.3, p.68).</div><div>        Esse permanecer firmes no mandamento novo mesmo em meio às dificuldades é o que encontramos na primeira leitura dos atos dos apóstolos. Depois de terem sido expulsos de outras cidades, os apóstolos seguem adiante o seu caminho, vendo em seu sofrimento um caminho de glória:</div><div>Naqueles dias: Paulo e Barnabé, voltaram para as cidades de Listra, Icônio e Antioquia. Encorajando os discípulos, eles os exortavam a permanecerem firmes na fé, dizendo-lhes: 'É preciso que passemos por muitos sofrimentos para entrar no Reino de Deus' (At 14, 21s).</div><div>        Tal passagem vai descrever o final da primeira viagem missionária de Paulo, estando acompanhado nesta por Barnabé. Aquilo tudo o que Deus fizera por meio deles e como havia aberto a porta da fé para os pagãos (v.27) pode ser considerado o início da grande expansão do cristianismo no mundo não judeu, como o início desta obra que tem como base a fé no ressuscitado. Quem move esta obra é Deus. A evangelização dos pagãos não é consequência do endurecimento do coração do povo Judeu, mas sim deriva do caráter universal do cristianismo, que oferece a todos os homens a única graça que pode salvar e que supera os limites geográficos e de raça que eram próprios do judaísmo.</div><div>        O salmo de resposta (144) vem exatamente como um grito de reconhecimento ao autor desta obra de comunicação da Boa Nova aos pagãos: não é uma obra humana. Quem move esta obra é Deus: Que vossas obras, ó Senhor, vos glorifiquem!</div><div>        A providência amorosa de Deus sobre os que sofrem e sobre todas as criaturas se apresenta como o tema central deste salmo, juntamente com a eternidade e universalidade do Reinado de Deus mediante a sua bondade. Os cristãos vão ver realizado este reinado na Pessoa e na Obra de Cristo: </div><div>Para espalhar vossos prodígios entre os homens e o fulgor de vosso reino esplendoroso. O vosso reino é um reino para sempre, vosso poder, de geração em geração.</div><div>        Já a segunda leitura (Ap 21,1-5a) descreve o momento culminante do livro, onde o autor contempla a instauração plena do Reino de Deus: Eu, João, Vi um novo céu e uma nova terra.</div><div>        É interessante notar que pela primeira e única vez em todo o livro do apocalipse, Deus toma a palavra para confirmar o que acaba de ser exposto:</div><div>Aquele que está sentado no trono disse: 'Eis que faço novas todas as coisas.'</div><div>         Afirma que está fazendo o mundo novo. Ainda que este mundo novo vá chegar à sua plenitude somente no fim dos tempos, já hoje, agora, desde que Jesus morreu e ressuscitou, deu-se início à renovação final. Sobre isso, afirmava S. Gregório de Nissa: “Começou o reino da vida e foi dissolvido o império da morte. Aparece outra geração, outra vida, outro modo de viver, a transformação de nossa própria natureza. De que geração estamos falando? Daquela que não vem nem da carne nem do sangue, nem do amor carnal nem do amor humano, mas de Deus mesmo. Como isso é possível? Explico em poucas palavras: Este novo ser é gerado pela fé; a regeneração do batismo é que o faz nascer; a Igreja, como Mãe, o amamenta com sua doutrina e instituições e o alimenta com seu pão celestial; chega à idade adulta com a santidade de vida; seu casamento é a união com a Sabedoria; seus filhos são a esperança; sua casa, o Reino; sua herança e seus tesouros, as delícias do paraíso; e seu desfecho final não é a morte, mas a vida eterna e feliz na mansão dos santos” (Oratio 1 in Christi resurrectionem). </div><div>        Encontrar-se com o Ressuscitado é poder viver esse amor na comunidade e ao mesmo tempo ser sinal para a sociedade, continuando a amar aqueles que nos fazem o mal, nos perseguem, dando nossas vidas por causa de Cristo Senhor. </div><div>        Enfim, o tempo da Páscoa é exatamente este tempo de estarmos todos abertos à Graça de Deus, tempo de fazermos a experiência de quem se encontrou com o ressuscitado, sermos suas testemunhas e empenhar-nos na vida da comunidade e na vida missionária. Que o Senhor ressuscitado, portador da vida nova, nos faço testemunhas vivas do novo mandamento, o mandamento do verdadeiro amor.</div> Sun, 19 May 2019 17:31:01 -0300Amai-vos uns aos outroshttp://santuariocristoredentor.com.br/noticias/amai-vos-uns-aos-outroshttp://santuariocristoredentor.com.br/noticias/amai-vos-uns-aos-outros<div>        O Evangelho do 5º domingo da páscoa (Jo 13, 31a.34-35) refere-se ao momento em que, após ter anunciado a traição de Judas, Jesus fala da sua glorificação como se tratasse de uma realidade já presente, vinculada à Sua Paixão: “Agora foi glorificado o Filho do Homem, e Deus foi glorificado nele” (Jo 13, 31). O contraste é chocante, mas apenas aparente; na verdade, aceitando ser atraiçoado e entregue à morte para a salvação dos homens, Jesus cumpre a missão que recebera do Pai e isto constitui o motivo preciso da Sua glorificação.</div><div><span style="white-space:pre"> </span>Jesus continuará no meio de seus discípulos pelo amor com que os amou e que lhes deixa como herança para que vivam nele e o realizem sempre nas suas relações mútuas. “Eu vos dou um novo mandamento: amai-vos uns aos outros. Como eu vos amei, assim também vós deveis amar-vos uns aos outros” (Jo 13, 34). O amor recíproco, ajustado ao amor do Mestre, ou melhor, nascido dele, garante, à comunidade cristã a presença de Jesus, da qual é autêntico sinal. Ao mesmo tempo, é o distintivo dos verdadeiros cristãos: “Nisto todos conhecerão que sois meus discípulos, se tiverdes amor uns aos outros” (Jo 13, 35). Deste modo, a vida da Igreja começou amparada numa força de coesão e de expansão totalmente nova e dotada de um poder extraordinário porque fundamentada, não no amor humano que é sempre frágil e falível, mas no amor divino: o amor de Cristo revivido nas mútuas relações dos que creem.</div><div><span style="white-space:pre"> </span>No Antigo Testamento o mandamento do amor já era conhecido; no Novo Testamento Jesus diz “o meu mandamento”. Com Jesus, este mandamento se torna possível. Certamente existiram homens que tinham se amado antes de Cristo; mas por quê? Em geral porque eram parentes entre eles, porque eram aliados, amigos, pertenciam ao mesmo clã ou ao mesmo povo. Agora é preciso ir além: amar a quem nos persegue, amar os inimigos, aqueles que não nos saúdam e não nos amam (Mt 5, 43-48).</div><div><span style="white-space:pre"> </span>Jesus viveu esse amor até as últimas consequências: até amar-nos assim com somos, primeiro, e a se identificar conosco diante do Pai, a nos perdoar e a morrer por nós. Amou-nos de verdade até o fim (Jo 13, 1), onde “fim” não indica somente até o fim da vida, mas também até o extremo limite do possível, a totalidade, o que ele proclamou na Cruz quando disse: “Tudo está consumado” (Jo 19,30).</div><div><span style="white-space:pre"> </span>Todo o tempo pascal a Igreja nos faz contemplar o Ressuscitado e o fruto da sua obra: o dom do Espírito, a nossa santificação, os sacramentos que nascem do seu lado aberto, a Igreja, sua Esposa, desposada no leito da cruz. Precisamente, é para a Igreja, comunidade nascida da morte e ressurreição de Cristo, que a Palavra de Deus orienta o nosso olhar. </div><div><span style="white-space:pre"> </span>A Igreja, portanto, é obra do Cristo, foi por Ele fundada e a Ele pertence! Ela não se pertence a si mesma, não se pode fundar a si própria, não pode estabelecer ela própria a sua verdade. Tudo nela deve referir-se a Cristo e a Ele deve conduzir! Continuamente, o Cordeiro de pé como que imolado, Cabeça da Igreja que é o seu Corpo, funda, renova, sustenta, santifica, sua dileta Esposa pela Palavra e pelos sacramentos: “Cristo amou a Igreja e se entregou por ela, a fim de purificá-la com o banho da água e santificá-la pela Palavra, para apresentá-la a si mesmo a Igreja, gloriosa, se mancha nem ruga, ou coisa semelhante, mas santa e irrepreensível!” (Ef 5,25-27).</div><div><span style="white-space:pre"> </span>Na primeira leitura da Missa deste 5º domingo da páscoa (cf. At 14, 21b-27) Paulo e Barnabé vão animando as comunidades, “encorajando os discípulos ... a permaneceram firmes na fé”, pois “é preciso que passemos por muitos sofrimentos para entrar no Reino de Deus”. Assim caminha o Povo de Deus, Comunidade fundada por Cristo e vivificada pelo seu Espírito: entre as tribulações do mundo e as consolações de Deus. Muitas vezes, a Igreja enfrentará dificuldades por parte de seus inimigos externos – aqueles que a perseguem direta ou veladamente, aqueles que desejam o seu fim e, vendo-a com antipatia, trabalham para difamá-la.</div><div><span style="white-space:pre"> </span>A Igreja é totalmente renovada pela graça de Cristo, totalmente esposa, numa eterna aliança de amor, realizada na Páscoa e consumada no fim dos tempos! (Ap 21,1-5a) “Esta é a morada de Deus entre os homens. Deus vai morar no meio deles. Eles serão seu povo, e o próprio Deus estará com eles”. - A Igreja é o “lugar”, o “espaço” onde o Reino acontece visivelmente: Deus, em Cristo, habita no nosso meio e será sempre “Deus-com-eles”, Deus-conosco, Emanuel! “Deus enxugará toda lágrima dos seus olhos. A morte não existirá mais, e não haverá mais luto, nem choro, nem dor, nem morte, porque passou o que havia antes. Aquele que está sentado no trono disse: “Eis que eu faço novas todas as coisas” (cf. Ap 21,5a).</div> Sat, 18 May 2019 17:28:16 -0300Treze de maiohttp://santuariocristoredentor.com.br/noticias/treze-de-maiohttp://santuariocristoredentor.com.br/noticias/treze-de-maio<div>        Estamos no mês de maio, que é conhecido popularmente como mês das mães e também o mês de Maria. No mês de maio, muitos cristãos cultivam especiais manifestações de piedade para com a Virgem Maria, e essas práticas são para eles fonte de alegria em todos os dias do mês. Diz o Concílio Ecumênico Vaticano II: “Todos os fiéis cristãos ofereçam insistentes súplicas à Mãe de Deus e Mãe dos homens para que Ela, que com as suas preces assistiu as primícias da Igreja, também agora, exaltada no Céu sobre todos os bem-aventurados e anjos, na Comunhão de todos os Santos, interceda junto do seu Filho” (Lumen Gentium, 69).</div><div><span style="white-space:pre"> </span>Dentro do mês de maio celebramos no 13 a memória de Nossa Senhora de Fátima. Trata-se de uma das maiores devoções espalhada pelo mundo pois Maria é também venerada com esse título. Sabemos, porém, que toda revelação particular nada acrescenta à revelação já concluída com a morte do último apóstolo, e tudo o que é necessário para nossa salvação já está revelado. Essas revelações particulares nos ajudam a salientar aspectos importantes para o nosso tempo que seriam necessários trabalhar em nossa vida espiritual.</div><div>        Encontramos em vários escritos e na internet muitas descrições do evento de Fátima. Essa devoção começou no dia 13 de maio de 1917 (há 102 anos), quando três crianças cuidavam de um pequeno rebanho na Cova da Iria, em Fátima, Portugal. Os pastorinhos chamavam-se: Lúcia de Jesus, Francisco e Jacinta Marto, seus primos. Por volta do meio-dia, depois de rezarem o terço, como sempre faziam, foram surpreendidos por uma luz muito brilhante e forte. Em cima de uma azinheira (uma espécie de carvalho), viram uma Senhora vestida toda de branco, mais brilhante que o Sol. “Ela emanava uma luz mais clara e intensa que um copo de cristal, cheio de água cristalina, atravessado pelos raios do sol mais ardente”, relatava Lúcia. </div><div><span style="white-space:pre"> </span>Ela não esquece: a Senhora disse às crianças que era necessário rezar muito e convidou-as a voltarem à Cova da Iria durante mais cinco meses consecutivos, sempre no dia 13 e àquela mesma hora. Lúcia, que era a mais velha, recomendou aos outros dois que não contassem nada a ninguém. Mas Jacinta não soube guardar o segredo. E no dia 13 de junho, data da segunda aparição, os três pastorinhos não estavam mais sozinhos no encontro. Dessa vez, Lucia quase não compareceu. Vítima de maus tratos em casa, seus pais a tomavam por mentirosa e não acreditavam naquela história de aparição. Com medo, ela relutava em ir, mas foi convencida por uma prima. Durante muito tempo lhe pesou a acusação de mentirosa e de querer se promover às custas de Nossa Senhora de Fátima. Sua família, por sua vez, sempre guardou silêncio total em relação ao assunto.</div><div> Na terceira aparição, em 13 de julho, Nossa Senhora parece ter se sensibilizado com a injustiça contra Lúcia: prometeu um milagre para que o povo acreditasse na história das três crianças. No mês seguinte, entretanto, os três pequenos videntes não puderam ir ao encontro na Cova da Iria porque estavam presos. Foram pressionados a contar o que conversavam com Nossa Senhora. As crianças resistiram e, no dia 19, Nossa Senhora provou, mais uma vez, seu poder. Apareceu para as crianças em Valinhos, ali por perto, na mesma região portuguesa, e continuou a fazer revelações. Uma quinta aparição aconteceu em setembro.</div><div>        O grande milagre, porém, ocorreu em 13 de outubro, data da sexta e última aparição. Setenta mil pessoas lotavam o lugar e foram testemunhas do feito extraordinário prometido. Chovia. De repente, do meio das nuvens negras e carregadas, o sol surgiu e começou a girar sobre si mesmo, iniciando uma dança no firmamento. Como uma imensa bola de fogo parecia querer precipitar-se sobre a terra.</div><div>         Quanto ao segredo vale a pena esclarecer que: somente os três pastorinhos tiveram receberam essa revelação particular em Fátima. E com a morte prematura de seus primos Jacinta e Francisco, ficou somente com Lúcia o tão famoso Segredo de Fátima. As duas primeiras partes do segredo são conhecidas desde 1941 e constam de documentos oficiais da Igreja Católica.</div><div>        A primeira parte: Nossa Senhora fala dos castigos impostos por Deus pelos nossos pecados. Nesta vida, aqui na terra, haveria uma guerra horrível precedida por uma luz desconhecida no meio da noite, haveria fome, perseguição religiosa, erros espalhados no mundo pela Rússia e várias nações aniquiladas. A nós, pecadores, na outra vida, estariam reservados suplícios do inferno, dos quais os pastorinhos tiveram pavorosa visão.</div><div>         A segunda parte do segredo revela os meios para evitar esses castigos: a devoção ao Imaculado Coração de Maria através da prática reparadora de rezar o terço, meditar nos mistérios do Rosário, confessar-se e receber a Sagrada Comunhão.</div><div>        A última parte foi revelada em 2001. Fátima falou de um Papa que sofreria um atentado. Os fatos parecem confirmar o mistério: em 1981, São João Paulo II, foi baleado justamente num outro dia 13 de maio, dia da primeira aparição de Fátima. Nossa Senhora de Fátima ensinou aos videntes (e, por seu intermédio, a todos nós), que todas as ações devem estar assentadas num profundo e incondicional amor a Deus. Se não for assim, não haverá redenção para nossas almas. Foi somente depois de ser salvo por milagre de um atentado em 13 de maio de 1981, aniversário das aparições, que São João Paulo II se ocupou com as revelações de Fátima. Quando em 1984, ele foi até Fátima para fazer a consagração solene nos moldes prescritos por Nossa Senhora. O milagre ficou comprovado tanto que Nossa Senhora traz em sua coroa o projétil que atingiu João Paulo II. </div><div>        Neste dia 13 de maio, várias dioceses, paróquias e comunidades estão em festa, pois, celebram esse tão belo título da Virgem, com essa bela história que nos toca tanto. Aqui na Arquidiocese de São Sebastião do Rio de Janeiro são várias as paróquias e as comunidades que trazem Nossa Senhora de Fátima como padroeira. Na nossa Arquidiocese também temos a graça de ter a réplica da capelinha das aparições: o Bispo de Leiria o Cardeal Dom Antonio Marto disse na inauguração do Santuário no dia 28 de Maio de 2011: “a réplica de Fátima aqui, posso afirmar que é tão semelhante que é Fátima no Rio de Janeiro”. </div><div>        Dessa maneira, peçamos a Nossa Senhora de Fátima que olhe por todos nós, para que possamos sempre cumprir a Vontade de seu Filho convertendo-nos a cada dia. Em Fátima temos o “altar do mundo” onde se pede pela Paz universal. Além da busca de conversão de vida e vivência batismal e procurando aprofundar os “sinais dos tempos”, essas três crianças que nada conheciam de questões internacionais falaram de consagração de países, conversão de situações, guerras e tantas outras situações. Uma das características de Fátima é justamente a oração pela paz na sociedade hodierna.</div><div>        Rezemos: Santíssima Virgem que nos montes de Fátima Vos dignastes a revelar a três humildes pastorinhos os tesouros de graças contidas na prática do vosso Rosário, incuti profundamente em nossa alma o apreço, em que devemos ter esta devoção, para Vos tão querida, a fim de que, meditando os mistérios da nossa Redenção que nela se comemora, nos aproveitemos de seus preciosos frutos e alcancemos a graça, que Vos pedimos nesta oração, se for para maior glória de Deus, honra vossa e proveito de nossas almas. Assim seja. </div> Mon, 13 May 2019 14:23:19 -0300Dia das mães 2019http://santuariocristoredentor.com.br/noticias/dia-das-maes-2019http://santuariocristoredentor.com.br/noticias/dia-das-maes-2019<p>              Estamos celebrando o dia das mães. Ser mãe é ser sinônimo de: afeto, carinho, amor, aconchego, doação e todos os qualitativos que existem que servem para designar estas que criam com amor e doação os seus queridos filhos. É comum, em nossa região, a comemoração do Dia das Mães em todo segundo domingo de maio. Essa data já se tornou sinônimo de afeto, carinho, consideração pelas genitoras e, também, símbolo de consumismo. A despeito do viés mercadológico, o Dia das Mães é uma data de singular importância para o mundo ocidental, sobretudo por reforçar os vínculos familiares. Conforme história de domínio público, no caso do Brasil, o Dia das Mães foi comemorado pela primeira vez em 12 de maio de 1918, na Associação Cristã de Moços de Porto Alegre. Em outros lugares, houve também outros focos de comemoração de mesmo teor, geralmente associados a instituições religiosas. Mas foi somente em 1932, durante o governo provisório de Getúlio Vargas, que o Dia das Mães passou a ser celebrado segundo o molde dos Estados Unidos, isto é, em todo segundo domingo do mês de maio.</p><p>          Podemos citar como grande exemplo de Mãe a Virgem Maria. Jesus Cristo, Deus feito homem, é a plena expressão da misericórdia divina, manifestada de muitas maneiras ao longo da história da salvação. O Senhor entregou-se na Cruz num ato supremo de Amor misericordioso, e agora exerce esse amor compassivo do Céu e no Sacrário. Jesus no alto da Cruz entrega sua Mãe aos cuidados de João e assim João a Virgem Maria. Neste momento, Maria assume a Maternidade da humanidade. Ela foi exemplo de mãe, soube muito bem criar o seu Divino Filho. Deu amor a Ele, educou e assim deixou livre para que Ele fizesse a vontade do Pai. A nossa Mãe Santa Maria alcança-nos continuamente a compaixão do seu Filho e ensina-nos o modo de nos comportamos em face das necessidades próprias e alheias. </p><p>          O amor de mãe conduz os filhos e a família a escolherem os melhores caminhos. Mãe imprime rumo nas opções feitas pelos filhos gerados no seio da família. Mesmo se porventura se desviarem, será sempre possível voltar ao regaço acolhedor de um coração de mãe. As mães se cansam para levar a descansar esposo e filhos. Prados e campinas verdejantes, ou as águas repousantes que restauram, muitas vezes são sinalizadas pelas mães que velam pelos filhos pequenos ou grandes. E quem não sentiu restauradas as forças para a luta ao encontrar a solicitude de sua mãe?</p><p>           O Papa Francisco em uma catequese, disse: “as mães são o antídoto mais forte para a propagação do individualismo egoísta. “Indivíduo” quer dizer “que não se pode dividir”. As mães, em vez disso, se “dividem” a partir de quando hospedam um filho para dá-lo ao mundo e fazê-lo crescer. São essas, as mães, a odiar mais a guerra, que mata os seus filhos... Sim, ser mãe não significa somente colocar no mundo um filho, mas é também uma escolha de vida. O que escolhe uma mãe, qual é a escolha de vida de uma mãe? A escolha de vida de uma mãe é a escolha de dar a vida. E isto é grande, isto é belo” (Retirado do site: http://noticias.cancaonova.com/especiais/pontificado/francisco/catequese/catequese-do-papa-francisco-sobre-o-papel-das-maes-070115/ Catequese do dia: 07/01/2015 Último acesso em: 06/05/2019).</p><p>            Neste dia em que nós celebramos o dia das mães, queremos rezar por todas as mães, sejam todas aquelas que se encontram perto de nós, distantes ou ainda aquelas que partiram desta vida para o encontro com o Pai. Em nossa Arquidiocese rezaremos missas nas igrejas vizinhas aos cemitérios da cidade. Colocando assim esta intenção. Obrigado mãe por aquilo que vocês são na família e por aquilo que dão à Igreja e ao mundo. E a ti, amada Igreja, obrigado por ser mãe. E a ti, Maria, mãe de Deus, obrigado por fazer-nos ver Jesus.</p><div><br></div>Sun, 12 May 2019 14:22:29 -0300Ovelhas e Pastorhttp://santuariocristoredentor.com.br/noticias/ovelhas-e-pastorhttp://santuariocristoredentor.com.br/noticias/ovelhas-e-pastor<div>                            “Que o rebanho possa alcançar, apesar de sua fraqueza, a fortaleza do pastor” (Oração Coleta, 4º Domingo da Páscoa).</div><div><br></div><div>        Estamos no quarto domingo da Páscoa, chamado de domingo do Bom Pastor. Esta imagem será o centro de nossa reflexão de hoje e se mostra como uma imagem presente em toda a liturgia deste domingo. </div><div>        Este também é o dia mundial de oração pelas vocações de especial consagração. A mensagem do Papa Francisco para este dia nos relembra da necessidade de pastores para apascentar o rebanho segundo o coração de Deus, de pedir que não faltem operários para a messe e que tenhamos a coragem de arriscar as nossas vidas pelo Reino de Deus:</div><div>        “Com efeito, o desejo de Deus é que a nossa vida não se torne prisioneira do banal, não se deixe arrastar por inércia nos hábitos de todos os dias, nem permaneça inerte perante aquelas opções que lhe poderiam dar significado. O Senhor não quer que nos resignemos a viver o dia a dia, pensando que afinal de contas não há nada por que valha a pena comprometer-se apaixonadamente e apagando a inquietação interior de procurar novas rotas para a nossa navegação. Se às vezes nos faz experimentar uma «pesca miraculosa», é porque nos quer fazer descobrir que cada um de nós é chamado – de diferentes modos – para algo de grande, e que a vida não deve ficar presa nas redes do sem-sentido e daquilo que anestesia o coração. Em suma, a vocação é um convite a não ficar parado na praia com as redes na mão, mas seguir Jesus pelo caminho que Ele pensou para nós, para a nossa felicidade e para o bem daqueles que nos rodeiam” (Mensagem do Papa Francisco para o 56º dia Mundial de Oração pelas Vocações, 2019).</div><div>        Estamos também às vésperas da celebração da memória de Nossa Senhora de Fátima, modelo de entrega a Deus e aos seus planos. Como as revelações particulares ressaltam algum aspecto fundamental da Revelação, Fátima volta a nos recordar a necessidade da conversão e da oração pela paz. Ainda recordando as palavras do Papa Francisco, neste dia de oração pelas vocações, ao se pronunciar sobre a figura da Virgem Maria, assim comenta: “Na história daquela jovem, a vocação também foi uma promessa e, simultaneamente, um risco. A sua missão não foi fácil, mas Ela não permitiu que o medo A vencesse. O d’Ela «foi o “sim” de quem quer comprometer-se e arriscar, de quem quer apostar tudo, sem ter outra garantia para além da certeza de saber que é portadora duma promessa. Pergunto a cada um de vós: sentes-te portador duma promessa? Que promessa trago no meu coração, devendo dar-lhe continuidade? Maria teria, sem dúvida, uma missão difícil, mas as dificuldades não eram motivo para dizer “não”. Com certeza teria complicações, mas não haveriam de ser idênticas às que se verificam quando a covardia nos paralisa por não vermos, antecipadamente, tudo claro ou garantido”. (Mensagem do Papa Francisco para o 56º dia Mundial de Oração pelas Vocações, 2019).</div><div>        Concluímos também a nossa 57ª Assembleia Geral da CNBB, escolhendo a nova presidência. Rezemos pelos bons frutos das novas diretrizes da ação evangelizadora e pelo bom trabalho da nova presidência. Foi um tempo de muita colegialidade e unidade. Cumprimentamos ao nosso Bispo Auxiliar, D. Joel Portela Amado pela eleição para Secretário Geral, assim como os demais membros da Presidência: D. Walmor, D. Jaime e D. Mário.</div><div>No Domingo do Bom Pastor, 4º da Páscoa, sempre lemos um trecho do capítulo 10º do Evangelho de João. A figura do pastor, mesmo não sendo uma figura muito comum em nossa cultura, esta imagem foi trazida a nós pela influência da revelação cristã, fruto da presença católica em nossa sociedade, de tal forma que temos muita consciência do que significa ser pastor do rebanho. </div><div>        O Evangelho deste domingo, (Jo 10, 27-30), traz a terceira parte da alegoria de Jesus como Bom Pastor, ressaltando a sua unidade com o Pai. Assim diz: <span style="color: inherit;">As minhas ovelhas escutam a minha voz, eu as conheço e elas me seguem. Eu dou-lhes a vida eterna e elas jamais se perderão. E ninguém vai arrancá-las de minha mão. </span><span style="color: inherit;">Meu Pai, que me deu estas ovelhas, é maior que todos, </span><span style="color: inherit;">e ninguém pode arrebatá-las da mão do Pai. Eu e o Pai somos um.'</span></div><div>O Bom pastor, sendo aquele que dá a vida pelas ovelhas, lhes dá também a vida eterna, e esta não pode ser tirada por ninguém. A fonte dessa força está em sua unidade com o Pai: quem recebe a vida do Bom Pastor, entra também nesta unidade.</div><div>        Três verbos importantes são utilizados no início da leitura: escutar, conhecer e seguir: um verdadeiro itinerário de vida cristã. Na verdade, este é o itinerário do povo de Deus, um povo que escuta, que segue e busca conhecer cada vez mais o Senhor. Escutar a sua voz, sua palavra que nos indica caminhos e seguir seu caminho, por meio de nossas atitudes concretas do dia a dia, em meio a tantas vicissitudes e dificuldades, mas seguindo a Cristo Jesus Nosso Senhor. As ovelhas escutam e seguem. Como consequência, lhes dou a vida eterna. Nascemos para viver eternamente. E podemos estar seguros de sua proteção, já que ninguém pode nos tirar-nos de suas mãos. Essa comunhão com Jesus nos leva imediatamente à comunhão com a Trindade.</div><div>        Dentro desse chamado a ouvir e seguir a voz do Bom Pastor, a segunda leitura, (Ap 7, 9.14b-17), vem nos falar de uma grande multidão:</div><div>Eu, João, vi uma multidão imensa de gente de todas as nações, tribos, povos e línguas, e que ninguém podia contar. Estavam de pé diante do trono e do Cordeiro; trajavam vestes brancas e traziam palmas na mão. Então um dos anciãos me disse: 'Esses são os que vieram da grande tribulação'. Lavaram e alvejaram as suas roupas no sangue do Cordeiro. Por isso, estão diante do trono de Deus e lhe prestam culto, dia e noite, no seu templo. E aquele que está sentado no trono os abrigará na sua tenda. Nunca mais terão fome, nem sede. Nem os molestará o sol, nem algum calor ardente. Porque o Cordeiro, que está no meio do trono, será o seu pastor e os conduzirá às fontes da água da vida. E Deus enxugará as lágrimas de seus olhos.'</div><div>João, em sua visão, apresenta a assembleia dos justos nos céus, gente de todos os povos, raças e nações, vitoriosos pelo sangue do cordeiro. O cordeiro imolado é maior do que todas as forças negativas que vem contra o mundo. Somos convidados a seguir o cordeiro/pastor onde ele for, em união com ele na morte e na vida: só assim participaremos da vida da qual ele mesmo vive, a vida de Deus. A finalidade da revelação destas cenas consoladoras parece ser a de incentivar o desejo de imitar a esses cristãos, que foram como nós e que agora se encontram vencedores nos céus.</div><div>        Na linha da proclamação e reconhecimento do Senhor como Pastor, o salmo responsorial (Sl 99) coloca em nossos lábios a proclamação de que somos povo e Rebanho de Deus. Este salmo condensa a fé e a esperança de Israel e de todo o povo de Deus: a bondade e o amor do Senhor perduram para sempre.</div><div>        Finalmente, a leitura dos atos dos apóstolos (At 13, 14.4-52) apresenta Paulo e Barnabé que se dirigem aos judeus da diáspora, mas sendo rejeitados por estes, vão anunciar o Evangelho aos pagãos.  E, entrando na sinagoga em dia de sábado, sentaram-se. Muitos judeus e pessoas piedosas convertidas ao judaísmo seguiram Paulo e Barnabé. Conversando com eles, os dois insistiam para que continuassem fiéis à graça de Deus. No sábado seguinte, quase toda a cidade se reuniu para ouvir a palavra de Deus. Ao verem aquela multidão, os judeus ficaram cheios de inveja e, com blasfêmias, opunham-se ao que Paulo dizia. Então, com muita coragem,</div><div>        Paulo e Barnabé declararam: 'Era preciso anunciar a palavra de Deus primeiro a vós. Mas, como a rejeitais e vos considerais indignos da vida eterna, sabei que vamos dirigir-nos aos pagãos. Porque esta é a ordem que o Senhor nos deu: 'Eu te coloquei como luz para as nações, para que leves a salvação até os confins da terra'.'</div><div>        Embora a segunda leitura vá falar de uma multidão que acolhe o Senhor e sua presença, aqui vemos aqueles que rejeitam o anúncio de salvação. A Fé é um dom de Deus, mas não uma imposição ao ser humano: ela conta com a livre adesão do ser humano: Para ser humana, «a resposta da fé, dada pelo homem a Deus, deve ser voluntária. Por conseguinte, ninguém deve ser constrangido a abraçar a fé contra vontade. Efetivamente, o ato de fé é voluntário por sua própria natureza. «É certo que Deus chama o homem a servi-Lo em espírito e verdade; mas, se é verdade que este apelo obriga o homem em consciência, isso não quer dizer que o constranja. Isto foi evidente, no mais alto grau, em Jesus Cristo». De fato, Cristo convidou à fé e à conversão, mas de modo nenhum constrangeu alguém. «Deu testemunho da verdade, mas não a impôs pela força aos seus contraditores. O seu Reino dilata-se graças ao amor, pelo qual, levantado na cruz, Cristo atrai a Si todos os homens». (Catecismo da Igreja Católica, 160).</div><div>Mesmo com essa rejeição, os apóstolos não desanimam e seguem adiante. São perseverantes, assim como Deus é perseverante em nos perdoar e cuidar de nós.</div><div>        No segundo domingo de maio, comemoramos em várias localidades do mundo, o dia das mães. Ao celebrar o Dia das Mães, essa imagem do amor gratuito e desinteressado, livre, forte e cheio de ternura, ocupa espaço na imaginação das pessoas e provoca gestos de carinho, presentes, flores e alegria. Vale meditar sobre este amor, conduzido pelas mãos do Bom Pastor.</div><div>        A festa das mães acontece no segundo domingo de maio, mês dedicado àquela que foi escolhida para ser Mãe do Redentor, Mãe de Deus e Senhora nossa. A ela, nos vários e lindos títulos com os quais a homenageamos, chegue a oração fervorosa, especialmente por nossas famílias, a fim de que seja o lugar da doação recíproca da vida. Que Ela esteja conosco neste caminho de seguimento do Bom Pastor e interceda para que santos pastores sejam enviados para apascentar o rebanho. Nossas orações pelas mães vivas e falecidas e em especial pelas famílias que, em torno às mães se unem na esperança da construção de um mundo novo.</div> Sat, 11 May 2019 14:13:47 -0300Ouvir o Pastor do rebanhohttp://santuariocristoredentor.com.br/noticias/ouvir-o-pastor-do-rebanhohttp://santuariocristoredentor.com.br/noticias/ouvir-o-pastor-do-rebanho<p>        O Quarto Domingo da Páscoa é o domingo do Bom Pastor. Depois de várias aparições de Cristo ressuscitado às mulheres, aos apóstolos, aos discípulos, hoje Jesus se apresenta como o Bom Pastor! É um título de Cristo muito familiar aos primeiros cristãos. A liturgia deste domingo convida-nos a meditar na misericordiosa ternura de nosso Salvador, para que reconheçamos os direitos que Ele adquiriu sobre cada um de nós com a sua morte. No Evangelho (Jo 10, 27-30) Jesus se apresenta como o Bom Pastor!</p><p><span style="white-space:pre"> </span>É uma catequese sobre a missão de Jesus: conduzir o homem às pastagens verdejantes e às fontes cristalinas, de onde brota a vida em plenitude. O Bom Pastor aparece numa atitude de ternura com as ovelhas… Ele as conhece, as chama pelo nome, caminha com elas e estas O seguem. Elas escutam a Sua voz, porque sabem que as conduz com segurança. Em contraste com o pastor, aparece a figura dos ladrões e dos bandidos. São todos os que se apresentam como Pastor, ou até falam em nome de Cristo, mas procuram somente vantagens pessoais. Além do título de Bom Pastor, Cristo aplica-Se a Si mesmo a imagem da porta pela qual se entra no aprisco das ovelhas que é a Igreja. Ensina o Concílio Ecumênico Vaticano II: “A Igreja é o redil, cuja única porta e necessário pastor é Cristo” (LG,6). No redil entram os pastores e as ovelhas.</p><p><span style="white-space:pre"> </span>Jesus é a porta das ovelhas! Para as ovelhas significa que Jesus é o único lugar de acesso para que as ovelhas possam encontrar as pastagens que dão vida. Para os cristãos, o Pastor por excelência é Cristo: Ele recebeu do Pai a missão de conduzir o rebanho de Deus… Portanto, Cristo deve conduzir as nossas escolhas. Quem nos conduz? Qual é a voz que escutamos? Cristo é o nosso Pastor! Ele conhece as ovelhas e as chama pelo nome, mantendo com cada uma delas uma relação muito pessoal. A existência humana é bem complexa para que se possa vivê-la com segurança absoluta. Jesus, porém, oferece a quem O segue a direção exata e a proteção eficaz para evitar os elementos que podem prejudicar.</p><p><span style="white-space:pre"> </span>Neste Quarto Domingo da Páscoa a Igreja sempre nos faz escutar algum trecho do capítulo 10 do Evangelho de São João. Aí Jesus se nos apresenta como a porta do redil das ovelhas e como o bom pastor. Por isso mesmo, este Domingo é chamado comumente de Domingo do Bom Pastor; é, também, dia de oração pelas vocações sacerdotais e religiosas. Rezemos hoje para que muitos jovens escutem o chamado do Senhor e, em meios às vicissitudes da vida, em meio aos escândalos reais ou forjados por uma imprensa porca num mundo hipócrita, saibam os que foram chamados ao sacerdócio e à vida religiosa dizerem um “sim” generoso, cheio de total confiança no Senhor e de amor à Igreja, nossa Mãe católica, santa Esposa do Cordeiro. Que nossos jovens descubram a beleza indizível de ser padre, de ser outro Cristo, de ser homem de Deus, presença de Jesus Cristo entre os irmãos: Cristo que dá vida no Batismo, que perdoa na Confissão; Cristo que santifica o amor humano no Matrimônio, que conforta na doença pela Unção dos Enfermos, Cristo que se oferece como sacrifício ao Pai e alimento aos irmãos na Eucaristia! </p><p><span style="white-space:pre"> </span>Ser padre: ser no mundo sinal de Cristo, presença de Cristo que aconselha, que acolhe, que socorre, que exerce a misericórdia, que mostra o caminho! Que muitos jovens possam, sem medo e sem divisão de coração, consagrar toda a vida a Jesus pelo celibato fiel e generosamente vivido, sendo sinal do mundo que há devir, quando nem eles se casam nem elas se dão em casamento! Rezemos, caríssimos meus no Senhor, rezemos pelas vocações: que o Senhor nos envie os padres santos e sábios de que a Igreja tanto precisa: homens totalmente para Deus, homens totalmente para os irmãos, homens que tenham profunda consciência da santidade do sacerdócio, homens fidelíssimos a Cristo e à sua Igreja Católica, homens de plena e leal comunhão e obediência em relação ao Santo Padre o Papa! Eis os padres que agradam a Deus, eis os padres de que a Igreja precisa, eis os padres que orgulham o Povo de Deus, eis os padres que serão sinais de Cristo luz do mundo.</p><p><span style="white-space:pre"> </span>Portanto, fixemos o olhar em Cristo Ressuscitado, o Bom Pastor que deu a vida pelas ovelhas e quis morrer pelo rebanho! Nunca esqueçamos que temos a cada dia uma decisão a tomar: ouvir ou não o Senhor, seguir ou não o Senhor, acolher ou não o Salvador! Se não abrirmos para Cristo o nosso coração, restar-nos-á a secura de uma vida vivida somente para nós, uma vida sem a luz e a suavidade do Senhor agora e pela eternidade! Caríssimos, não tenhamos medo de nossas fraquezas, dos momentos de dificuldades.</p><div><br></div>Sat, 11 May 2019 14:09:54 -0300Cristo Redentor veste a camisa do Movimento Vacina Brasilhttp://santuariocristoredentor.com.br/noticias/cristo-redentor-veste-a-camisa-do-movimento-vacina-brasilhttp://santuariocristoredentor.com.br/noticias/cristo-redentor-veste-a-camisa-do-movimento-vacina-brasil<p><span style="font-style: italic; font-weight: bold;">* Por Renato Saraiva</span></p><p>O Cristo Redentor vestiu a camisa do "Movimento Vacina Brasil" no lançamento do Dia “D” da <span style="color: inherit;">Campanha Nacional de Vacinação contra a influenza, na noite de sexta-feira, 3 de maio. O ministro </span><span style="color: inherit;">da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, acionou as luzes do monumento.</span></p><p>A ação no Santuário Cristo Redentor teve como objetivo alertar a população sobre a importância de <span style="color: inherit;">manter a caderneta de vacinação em dia e chamar o público prioritário para o dia “D” da vacinação, </span><span style="color: inherit;">que contou com diversas ações do Ministério da Saúde durante o sábado, 4 de maio.</span></p><p>O "Movimento Vacina Brasil 'É mais proteção para todos'” é uma iniciativa do Governo Federal <span style="color: inherit;">para reverter o quadro de quedas das coberturas vacinais no país nos últimos anos. A ideia é </span><span style="color: inherit;">conscientizar cada vez mais a população sobre a importância da vacinação como medida de saúde </span><span style="color: inherit;">pública e desmitificar a campanha de fake news contra as vacinas.</span></p><p>A Campanha Nacional de Vacinação segue até o dia 31 de maio.</p><p></p><p><span style="font-style: italic; font-weight: bold;">Fotos: Renato Saraiva e Alice Nona</span></p><p><br></p>Sat, 04 May 2019 13:40:46 -0300Dia do Trabalhadorhttp://santuariocristoredentor.com.br/noticias/dia-do-trabalhadorhttp://santuariocristoredentor.com.br/noticias/dia-do-trabalhador<div>        No dia 01 de maio, conhecido como dia do trabalhador, dia em que refletimos sobre as condições em que os trabalhos são propostos e nas situações em que nossos trabalhadores se encontram, a Igreja, desde o ano de 1955, por iniciativa do papa Pio XII, vem celebrando a memória de São José Operário, padroeiro e protetor dos trabalhadores. Neste dia rezamos por todos eles e retomamos o compromisso da Igreja com o estabelecimento da justiça social no âmbito do trabalho. Rezamos de forma muito especial por aqueles que estão desempregados e suas consequências e por aqueles que ainda hoje seguem sendo explorados em sua capacidade de trabalho, em nome de uma cultura que coloca o lucro no lugar da dignidade humana.</div><div>        O Patrocínio de São José neste dia vem exatamente pelas várias vezes em que a Escritura e a Tradição da Igreja ressaltam, junto com a humildade e o silencio de José, seu trabalho. O Justo José é o modelo ideal de operário e de homem que viveu a caridade. Ele sustentou sua família durante toda a vida com o trabalho de suas próprias mãos; cumpriu sempre seus deveres para com a comunidade; ensinou ao Filho de Deus a profissão de carpinteiro e, desta maneira suada e laboriosa, permitiu que as profecias se cumprissem e seu povo fosse salvo, assim como toda a Humanidade.  </div><div>        Proclamando São José como protetor dos trabalhadores, a Igreja quis demonstrar que está ao lado deles, os mais oprimidos, dando-lhes como patrono o mais exemplar dos homens, aquele que aceitou ser pai adotivo de Deus feito homem, mesmo sabendo o que poderia acontecer à sua família. José lutou pelos direitos da vida do ser humano e, agora, coloca-se ombro a ombro na luta pelos direitos humanos dos trabalhadores do mundo por meio dos membros da Igreja, que aumentam as fileiras dos que defendem os operários e seu direito a uma vida digna.</div><div>         Podemos dizer que o pensar da Igreja acerca do trabalho consiste em que o trabalho dignifica o homem e deve aperfeiçoá-lo e deve ser uma contribuição para a sociedade. Quem trabalha se realiza, constrói a sociedade e presta um serviço aos irmãos e irmãs. Existem, porém, os que exploram seus semelhantes formando uma sociedade injusta e perversa. Além disso, existem as situações de “trabalho escravo”, ainda hoje, que tiram toda a beleza da dignidade humana. Portanto, ao lado de tanta beleza da importância do trabalho não podemos nos esquecer das situações injustas. E neste tempo, especificamente em nosso país, o grande número de desempregados, que não têm como sustentar sua família devido à situação de crise nacional.</div><div>        As leituras que são propostas como próprias para a memória do dia de hoje, vão mostrando o lugar especial que tem o trabalho no plano de Deus e seu valor salvífico para o ser humano.</div><div>        Na leitura tirada do livro do Gênesis, vemos o relato da criação do homem à imagem e semelhança de Deus. Mesmo sendo um texto rico em detalhes, podemos olhar especialmente para dois deles: o primeiro é que o homem foi criado à imagem e semelhança do Criador. Por vocação, o homem é chamado a ser continuador da obra criadora de Deus. Ao mesmo tempo, Deus dá ao homem o dever de Sede fecundos e multiplicai-vos, enchei a terra e submetei-a! O trabalho humano deve ser entendido como cooperação própria do homem no projeto que Deus tinha para criar o mundo. Como nos recorda o Vaticano II Quando o homem, usando as suas mãos ou recorrendo à técnica, trabalha a terra para que ela produza frutos e se torne habitação digna para toda a humanidade, ou quando participa conscientemente na vida social dos diversos grupos, está a dar realização à vontade que Deus manifestou no começo dos tempos, de que dominasse a terra e completasse a obra da criação, ao mesmo tempo que se vai aperfeiçoando a si mesmo; cumpre igualmente o mandamento de Cristo, de se consagrar ao serviço de seus irmãos. (GS 57).</div><div>        O Salmo 89 vai apresentando um pedido ao Senhor: fazei dar frutos o labor de nossas mãos. O salmista vincula o êxito de seu trabalho com a ação de Deus. O trabalho de nossas mãos pode estar vinculado a Deus. Ou melhor, o trabalho de nossas mãos pode ser caminho de encontro com Deus. A missão do cristão no mundo é a santificação do trabalho. A participação no ministério sacerdotal de Cristo pelo batismo está exatamente em fazer de nosso trabalho e das circunstâncias do dia a dia os altares onde santificamos nossa existência e oferecemos o trabalho bem feito como sacrifício a Deus. Nossa vocação humana é parte importante da nossa vocação divina. Todo trabalho é testemunho da dignidade do homem, é ocasião de desenvolvimento da própria personalidade, é vínculo de união com os outros, fonte de recursos para sustentar a própria família e meio de contribuir para a melhora da sociedade.</div><div>        O trecho do Evangelho de Mateus (13, 54-58) apresenta Jesus ensinando na sinagoga de sua terra e causando a admiração de todos que o conheciam. Ante tal admiração perguntam-se se este não é o filho do carpinteiro. Como é bonito constatar que José é conhecido por todos de sua região como um homem trabalhador. Desenvolve sua atividade de guardião dos tesouros de Deus sendo alguém que se destaca e que tem como marca o seu trabalho.</div><div>        Peçamos a intercessão de São José para realizar bem o ofício que nos ocupa tantas horas: as tarefas domésticas, profissionais, o laboratório, o arado ou o computador, o trabalho de carregar pacotes ou de cuidar da portaria de um edifício. A categoria de um trabalho reside na sua capacidade de nos aperfeiçoar humana e, sobrenaturalmente, nas possibilidades que nos oferece, de levar adiante a família e de colaborar nas obras em favor dos homens, na ajuda que através dele prestamos à sociedade.</div><div>        Tantos são os que estão desempregados, infelizmente. Vamos pedir, no início do mês de maio, dedicado à Virgem Maria, que por intercessão da Mãe de Deus e do Pai adotivo de Jesus, São José, que emprego e renda sejam concedidos a quem está fora do mercado de trabalho. Agradeçamos, também, a Deus o trabalho que temos que garante o nosso sustento e de nossas famílias!</div><div>        Ó Deus, criador do universo, que destes aos homens a lei do trabalho, concedei-nos, pelo exemplo e a proteção de São José, cumprir nossas tarefas e alcançar os prêmios prometidos. (Missal Romano, Oração coleta da memória de São José Operário).</div> Wed, 01 May 2019 17:28:21 -0300Dia de São José Operáriohttp://santuariocristoredentor.com.br/noticias/dia-de-sao-jose-operariohttp://santuariocristoredentor.com.br/noticias/dia-de-sao-jose-operario<div>        A Igreja celebra no dia 1° de maio o dia de São José Operário. A figura de São José adquire em nossos dias uma grande popularidade. Pio IX o declarou patrono da Igreja Universal. Pio XII instituiu a festa de São José Operário. São João XXIII pede sua proteção especial para o Concílio Ecumênico Vaticano II e acrescenta seu nome à primeira Oração Eucarística. É, ainda, patrono dos pais de família, dos tesoureiros, dos procuradores, dos trabalhadores em geral. Servidor fiel e prudente a serviço da Sagrada Família, continua sendo servidor da família cristã, modelo das virtudes do lar.</div><div>São José é o modelo ideal de operário e de homem que viveu a caridade. Ele sustentou sua família durante toda a vida com o trabalho de suas próprias mãos, cumpriu sempre seus deveres para com a comunidade, ensinou ao Filho de Deus a profissão de carpinteiro e, desta maneira suada e laboriosa, permitiu que as profecias se cumprissem e seu povo fosse salvo, assim como toda a Humanidade. </div><div>        Proclamando São José como protetor dos trabalhadores, a Igreja quis demonstrar que está ao lado deles, os mais oprimidos, dando-lhes como patrono o mais exemplar dos homens, aquele que aceitou ser pai adotivo de Deus feito homem, mesmo sabendo o que poderia acontecer à sua família. José lutou pelos direitos da vida do ser humano e agora, coloca-se ombro a ombro na luta pelos direitos humanos dos trabalhadores do mundo, por meio dos membros da Igreja que aumentam as fileiras dos que defendem os operários e seu direito a uma vida digna.</div><div><span style="white-space:pre"> </span>A Igreja, ao apresentar-nos São José como modelo, não se limita a louvar uma forma de trabalho, mas a dignidade e o valor de todo o trabalho humano honrado. Na primeira Leitura da Missa própria da memória, lemos a narração do Gênesis (cf. Gn 1, 26-2,3) em que o homem surge como participante da Criação. A Sagrada Escritura também nos diz que Deus colocou o homem no jardim do Éden para que o cultivasse e guardasse.</div><div><span style="white-space:pre"> </span>O trabalho foi desde o princípio um preceito para o homem, uma exigência da sua condição de criatura e expressão da sua dignidade. E a forma como colabora com a Providência Divina sobre o mundo. Com o pecado original, a forma dessa colaboração, o como, sofreu uma alteração: “A terra será maldita por tua causa- lemos também no Gênesis-; com fadiga te alimentarás dela todos os dias da tua vida... Comerás o pão com o suor de teu rosto” (Gn 3, 17-19).</div><div><span style="white-space:pre"> </span>Com a publicação da Laborem Exercens (1981), São João Paulo II acentua o trabalho, em seu significado material e objetivo, e espiritual; há uma inflexão de orientação em sua importância em sua importância para a vida social. O trabalho tem por base operar numa comunidade de pessoas. Significa domínio dos homens entre si (na hierarquia social, nas remunerações salariais, no acesso aos bens de consumo, nas oportunidades de desenvolvimento intelectual e social); um trabalho sem remuneração justa aquilata se existe fraternidade humana.</div><div><span style="white-space:pre"> </span>“O trabalho é um desses aspectos, perene e fundamental e sempre com atualidade, de tal sorte que exige constantemente renovada atenção e decidido testemunho. Com efeito, surgem sempre novas interrogações e novos problemas, nascem novas esperanças, como também motivos de temor e ameaças, ligados com esta dimensão fundamental da existência humana, pela qual é construída cada dia a vida do homem, da qual esta recebe a própria dignidade específica, mas na qual está contido, ao mesmo tempo, o parâmetro constante dos esforços humanos, do sofrimento, bem como dos danos e das injustiças que podem impregnar profundamente a vida social no interior de cada uma das nações e no plano internacional. Se é verdade que o homem se sustenta com o pão granjeado pelo trabalho das suas mãos— e isto equivale a dizer, não apenas com aquele pão quotidiano mediante o qual se mantém vivo o seu corpo, mas também com o pão da ciência e do progresso, da civilização e da cultura — então é igualmente verdade que ele se alimenta deste pão com o suor do rosto,  isto é, não só com os esforços e canseiras pessoais, mas também no meio de muitas tensões, conflitos e crises que, em relação com a realidade do trabalho, perturbam a vida de cada uma das sociedades e mesmo da inteira humanidade” (Retirado do site: http://w2.vatican.va/content/john-paul-ii/pt/encyclicals/documents/hf_jp-ii_enc_14091981_laborem-exercens.html. Laborem Exercens, n.1/ Último acesso: 27/04/2019).</div><div><span style="white-space:pre"> </span>Peçamos as bênçãos de São José para realizar bem o ofício que nos ocupa tantas horas: as tarefas domésticas, o laboratório, o arado ou o computador, o trabalho de carregar pacotes ou de cuidar da portaria de um edifício. A categoria de um trabalho reside na sua capacidade de nos aperfeiçoar humana e sobrenaturalmente, nas possibilidades que nos oferece de levar adiante a família e de colaborar nas obras em favor dos homens, na ajuda que através dele prestamos à sociedade.</div> Mon, 29 Apr 2019 17:26:47 -0300Sempre Páscoahttp://santuariocristoredentor.com.br/noticias/sempre-pascoahttp://santuariocristoredentor.com.br/noticias/sempre-pascoa<div>        Nesta semana celebramos a oitava de Páscoa. Como o mistério da “passagem” do Senhor pela morte é extremamente profundo, durante 8 dias celebramos esse grande mistério como se fosse um único dia com o objetivo de viver melhor o ponto central de nossa fé: a Ressurreição de Jesus. </div><div><span style="white-space:pre"> </span>A “Oitava” da Páscoa significa que a Igreja celebra, durante os dias da semana da Páscoa, como que um “oitavo dia”, dia este que dá complementação e perfeição aos sete dias da criação. É a criatura chegando ao máximo da unidade e comunhão com o Criador.</div><div><span style="white-space:pre"> </span>A Páscoa é a festa das festas, na expressão de Gregório de Nazianzo e em outros padres da Igreja, na qual Jesus Cristo saiu vitorioso da morte. Aludindo também a nossa páscoa, aqueles e aquelas que acreditarem na ressurreição da carne para a vida eterna, essa é a palavra final do Deus Uno e Trino para todas as pessoas que amaram a Deus, ao próximo como a si mesmo. Deus Pai ressuscitou o seu Filho, não O deixando na morte. Como esta festa é grandiosa, é celebrada não só no dia pascal, mas também em outros dias, como a oitava e durante todo o período da Páscoa. Os padres da Igreja colocam-nos ensinamentos sobre a ressurreição de Jesus, na qual esta verdade de fé nos concedeu a alegria de uma nova criação, de um novo êxodo para assim viver a superação da morte eterna. Como diz Agostinho é preciso ter fé nele, porque Aquele que morreu, ressuscitou dos mortos, de modo que agora o Ressuscitado não é visto, mas Ele está conosco.</div><div><span style="white-space:pre"> </span>Passados os exercícios da Quaresma, pelos quais nos preparamos para a celebração da Ressurreição do Senhor, entramos no Tempo Pascal, tempo de alegria e exultação pela nova vida que o Senhor nos conquistou pagando, com sua entrega na cruz, o alto preço de nosso resgate. A cor litúrgica branca é símbolo da alegria (afinal, estamos limpos do pecado) e a presença do Círio Pascal é marcante como símbolo do Cristo Ressuscitado, coluna de luz que vai à frente do seu povo.</div><div><span style="white-space:pre"> </span>Iniciando com o domingo de Páscoa a Igreja vive o Tempo Pascal; são sete semanas em que celebra a presença de Jesus Cristo Ressuscitado entre os Apóstolos, dando-lhes as suas últimas instruções (At 1,2). Quarenta dias depois da Ressurreição Jesus teve a sua Ascensão ao Céu, e ao final dos 50 dias enviou o Espírito Santo sobre a Igreja reunida no Cenáculo com a Virgem Maria. É o coroamento da Páscoa. O Espírito Santo dado à Igreja é o grande dom do Cristo glorioso.</div><div><span style="white-space:pre"> </span>O Tempo Pascal compreende esses cinquenta dias (em grego = “pentecostes”), vividos e celebrados “como um só dia”. Dizem as Normas Universais do Ano Litúrgico que: “os cinquenta dias entre o domingo da Ressurreição até o domingo de Pentecostes devem ser celebrados com alegria e júbilo, “como se fosse um único dia festivo”, como um grande domingo” (n. 22).</div><div><span style="white-space:pre"> </span>Esse é o Tempo litúrgico mais solene de todo o ano. É a Páscoa (passagem) de Cristo da morte à vida, a sua existência definitiva e gloriosa. É a Páscoa também da Igreja, seu Corpo. No dia de Pentecostes a Igreja é introduzida na “vida nova” do Reino de Deus. Daí para frente o Espírito Santo guiará e assistirá a Igreja em sua missão de salvar o mundo, até que o Senhor volte no Último Dia, a Parusia. Com a vinda do Espírito Santo à Igreja, entramos “nos últimos tempos” e a salvação está definitivamente decretada; é irreversível; as forças o inferno foram vencidas pelo Cristo na cruz, e não são mais capazes de barrar o avanço do Reino de Deus, até que o Senhor volte na Parusia.</div><div><span style="white-space:pre"> </span>O sentido da Páscoa e da Oitava tiveram considerações lindas a partir dos padres da Igreja. Eles viveram o mistério da ressurreição em unidade com Cristo Jesus e com a comunidade. Para eles, a Páscoa é a alegria da vida sobre a morte a partir de Jesus Cristo. É a passagem de sua morte para a vida. Cristo sofreu pelo ser humano, homem e mulher, morreu na cruz e ressuscitou dos mortos por Deus Pai pelo seu Espírito. Nós afirmamos que o mistério da morte de cada pessoa humana é bem lembrado pelos padres por uma doutrina sobre a ressurreição dos corpos a partir da ressurreição de Jesus. Hoje fazemos Páscoa todos os dias quando superamos o egoísmo, o individualismo, para se dar na generosidade e no serviço aos outros. Nós ressurgimos com Cristo quando amamos a vida familiar, comunitária, social dando testemunho da verdade e do amor em Deus para um dia ressurgir para sempre com Jesus Cristo no Espírito Santo na unidade com o Pai para sempre.</div> Sun, 28 Apr 2019 15:05:24 -0300Jesus, eu confio em vóshttp://santuariocristoredentor.com.br/noticias/jesus-eu-confio-em-voshttp://santuariocristoredentor.com.br/noticias/jesus-eu-confio-em-vos<div>        A Festa da Misericórdia é celebrada no domingo seguinte a Solenidade de Páscoa em todas as Igrejas do mundo. A data foi instituída pelo, na época, Papa São João Paulo II, em 30 de abril do ano de 2000. O domingo da misericórdia é dedicado, especialmente, para a salvação de almas, por isso concede-se nesta ocasião indulgência plenária aos pecadores, sob condições pré-estabelecidas: Confissão Sacramental, Comunhão Eucarística e orações segundo a intenção estabelecida pelo Sumo Pontífice.</div><div><span style="white-space:pre"> </span>Apesar desta Festa ter sido instituída como festa universal somente no ano de 2000, ela já era realizada pela Irmã Faustina Kowalska desde a década de 30, na Polônia. Segundo os escritos, Jesus pediu a Santa Faustina que fosse realizada a Festa da Misericórdia em toda a Igreja; pedido anotado, pelo menos, em 15 momentos nas anotações, como cita um trecho retirado do diário da religiosa. “Desejo que a Festa de Misericórdia seja refúgio e abrigo para todas as almas, especialmente para os pecadores. Nesse dia estão abertas as entranhas da minha Misericórdia. Derramo todo o mar de graças nas almas que se aproximarem da fonte da minha Misericórdia. A alma que se confessar e comungar alcançará o perdão das culpas e castigos. Nesse dia estão abertas todas as comportas divinas, pelas quais fluem as graças... Desejo que seja celebrada solenemente no primeiro domingo depois da Páscoa. A humanidade não terá paz enquanto não se voltar à fonte da minha Misericórdia. ” (Diário no.699).</div><div><span style="white-space:pre"> </span>A Imagem da Misericórdia é um quadro de Jesus, pintado à mão por um pintor renomado naquele tempo, a partir das descrições feitas pela Irmã. A obra ainda traz a seguinte inscrição: “Jesus, eu confio em vós!” (Jezu, ufam Tobie!). A Santa Sé autorizou, em 1978, a devoção da Devoção da Divina Misericórdia. Em 1994, Irmã Faustina foi beatificada e em 2000, foi canonizada com o título: Santa Maria Faustina do Santíssimo Sacramento.</div><div><span style="white-space:pre"> </span>São João Paulo II, instituiu no ano 2000 a Festa da Misericórdia no 2º Domingo da Páscoa. O Pontífice faleceu no dia 02 de abril de 2005, que na época coincidiu com a véspera desta festividade. João Paulo II e João XXIII foram canonizados em 27 de abril de 2014, durante o Domingo da Misericórdia. As datas litúrgicas escolhidas para celebrar as Festas de São João XXIII e São João Paulo II, são respectivamente: 11 e 22 de outubro. As datas foram estabelecidas pela Congregação para o Culto Divino e a Disciplina dos Sacramentos e fazem parte do Calendário Universal da Igreja.</div><div><span style="white-space:pre"> </span>A Divina Misericórdia é um chamado à vivência concreta da fé e a misericórdia: “Misericordiosos como o Pai” (Lc 6,36). É muito importante que em nossa ação pastoral seja revitalizada as obras de misericórdia corporal e espiritual fixadas pela Igreja, para entrarmos no coração do Evangelho, onde os pobres são os privilegiados da misericórdia divina. Obras de misericórdia corporal: dar comida aos famintos, bebida aos sedentos, vestir os nus, acolher os peregrinos, visitar os doentes e enterrar os mortos (velórios). Obras de misericórdia espiritual: “Aconselhar os indecisos, ensinar os ignorantes, admoestar os pecadores, consolar os aflitos, perdoar as ofensas, suportar com paciência as pessoas inconvenientes, rezar pelos vivos e defuntos” (MV n.15). Aprendamos, portanto, no ano santo da misericórdia, a sermos misericordiosos uns com os outros para merecermos a misericórdia de Deus. </div><div><span style="white-space:pre"> </span>Neste Domingo da Misericórdia, somos chamados a participar da Celebração Eucarística e se possível dos encontros realizados em nossas paróquias espalhadas por vários lugares em nossa Arquidiocese. Devemos neste dia acolher a misericórdia em nossas paróquias, famílias e sobretudo em nosso coração. Que Jesus misericordioso nos ilumine e faça que sejamos luz para toda a humanidade que tanto necessita do amor, da paz, da união e sobretudo da misericórdia.</div> Sun, 28 Apr 2019 15:03:40 -0300Eu também vos enviohttp://santuariocristoredentor.com.br/noticias/eu-tambem-vos-enviohttp://santuariocristoredentor.com.br/noticias/eu-tambem-vos-envio<p>    No segundo domingo da Páscoa, encerramos a oitava da Páscoa, grande e central festa de nossa fé. Este domingo era conhecido como “Domingo In Albis”, isto é, “Domingo Branco”, pois era o dia em que os que tinham sido batizados na Vigília Pascal, depois de uma semana de instruções vinham depositar suas vestes brancas na Igreja. Agora a vida deveria ser de acordo com o batismo que receberam. Ultimamente muitas pessoas recordam o dia da sua Primeira Comunhão, ou da sua Comunhão Solene. Isso porque, em anos idos, era neste dia que se costumava celebrar, preferencialmente, a primeira comunhão das crianças. Era uma bonita forma ligar a Eucaristia à Páscoa, completando, desta forma a alegria pela ressurreição de Jesus. Agora, desde o Papa São João Paulo II, este segundo domingo da Páscoa a Igreja celebra a Divina Misericórdia, convidando-nos a nos aproximarmos de Deus sem medo de sermos menosprezados ou rejeitados.</p><p><span style="white-space:pre"> </span>A motivação para colocar o segundo domingo da Páscoa como o Domingo da Divina Misericórdia, encontra amparo na consciência de que “foi na ressurreição que o Filho de Deus experimentou de modo radical a misericórdia do Pai, que é mais forte do que a morte” (São João Paulo II, Carta Encíclica Dives in Misericordia). Depois de ter passado pela dor do abandono e pela morte na cruz, “Cristo revelou o Deus do amor misericordioso, precisamente porque aceitou a Cruz como caminho para a ressurreição”. A experiência que o próprio Cristo fez da misericórdia do Pai, levou-o a nos ensinar que Deus é Pai de Misericórdia, que vai ao encontro do filho que o havia abandonado cobrindo-o de beijos, conforme nos ensina a parábola do Pai de Misericórdia, também conhecida como Parábola do Filho Pródigo (Cf. Lc 15,11-32).</p><p><span style="white-space:pre"> </span>É neste também lemos no Evangelho que tudo se recria com o sopro do Espírito através da reconciliação, por isso fazemos memória da Instituição da Sagrada Confissão (= Penitência). Aparecendo aos Apóstolos reunidos no Cenáculo – no domingo da Ressurreição – Jesus disse: “Recebei o Espírito Santo, aqueles a quem perdoardes os pecados, os pecados lhes serão perdoados; aqueles a quem não perdoardes os pecados, os pecados não serão perdoados” (Jo 20,22).</p><p><span style="white-space:pre"> </span>No Plano da salvação, o Pai enviou o Filho para o perdão dos pecados; e o Filho enviou a Igreja. Ele quis que o perdão dos pecados fosse dado não de maneira vaga e abstrata, mas de maneira concreta, pelos ministros da Igreja, os sacerdotes do Senhor. Por isso, o sacerdote ao perdoar nossos pecados diz: “Pelo ministério da Igreja… eu te absolvo de todos os teus pecados”. Que consolo! Que alegria, saber que o Sangue precioso do Senhor derramado na Paixão lava a nossa alma de todos os pecados. Não há misericórdia maior; não há amor mais profundo; não há certeza mais firme de perdão. O homem e o mundo é recriado!</p><p><span style="white-space:pre"> </span>A festa da Divina Misericórdia, que é celebrada neste segundo Domingo da Páscoa foi oficialmente instituída e estendida a toda a Igreja Católica no ano 2000, pelo Papa São João Paulo II. Esta festa tem sua origem na proclamação da Divina Misericórdia por meio do gesto eloqüente de Jesus na cruz, doando a sua vida pela salvação da humanidade.</p><p><span style="white-space:pre"> </span> Em uma revelação particular no dia 22 de Fevereiro de 1931, na Polônia, Irmã Faustina relata: “a noite estando no meu quarto vi o Senhor Jesus vestido com uma veste branca: uma mão levantada para abençoar, enquanto com a outra tocava sobre o peito a veste, levemente, da qual saiam dois grandes raios, um vermelho e o outro pálido (branco). Depois de um instante Jesus me disse: “pinte uma imagem segundo o modelo que viste, e embaixo escreve: Jesus eu confio em ti!”.  E Jesus continuou: “Eu desejo que haja a Festa da Misericórdia. Quero que essa Imagem, que pintarás com o pincel, seja abençoada solenemente no primeiro domingo depois da Páscoa, e esse domingo deve ser a Festa da Misericórdia”. Esta festa está em profunda relação com a liturgia deste Domingo, pois se lê o Evangelho da aparição do Ressuscitado e da instituição do Sacramento da reconciliação, como instrumento comunicador da misericórdia e do Perdão de Deus.</p><p><span style="white-space:pre"> </span>A imagem de Jesus misericordioso representa o nosso Salvador Ressuscitado que leva ao mundo a sua paz com a salvação realizada por meio da sua paixão e morte na cruz. Como lemos no relato da morte do Senhor, quando o soldado lhe transpassa o peito, do seu coração saem sangue e água. Na imagem vemos sair do seu peito de Jesus dois raios. Jesus fez grandes promessas a aqueles que venerarem a imagem de Jesus misericordioso: A salvação eterna; progresso no aminho de perfeição cristã; a graça de uma morte feliz e outras graças se os homens pedirem com confiança.</p><p><span style="white-space:pre"> </span>Esta festa não é somente um dia particular de adoração a Deus no mistério da sua misericórdia, mas é um tempo de graça para todo homem. Dizia Jesus a Santa Faustina: “desejo que a festa da misericórdia seja de reparo e refúgio para as almas, especialmente a dos pobres pecadores”.</p><div><br></div>Sun, 28 Apr 2019 15:01:01 -0300Meu Senhor e meu Deushttp://santuariocristoredentor.com.br/noticias/meu-senhor-e-meu-deushttp://santuariocristoredentor.com.br/noticias/meu-senhor-e-meu-deus<div>        O Domingo que conclui a Oitava da Páscoa é atualmente o domingo da misericórdia, antigamente chamado domingo in albis, pois aqueles que tinham recebido o batismo na celebração da Páscoa, participavam das comunidades vestidos de branco e no domingo após a Páscoa, vinham depositar suas vestes diante do altar. Já São João Paulo II institui o Domingo da Misericórdia, que, segundo a inspiração de Santa Faustina, a experiência da Páscoa, uma vez que Jesus morreu na cruz, foi sepultado, ressuscitou e está vivo no meio de nós, é uma manifestação clara da Misericórdia de Deus. Há tempos que a Igreja, através de vários momentos, vem falando dessa misericórdia de Deus, mas nos últimos tempos vem falando de forma mais constante e direta sobre o tema, seja através de documentos papais, encíclicas, o lema escolhido pelo papa Francisco para seu ministério pontifício, o ano da misericórdia, manifestando a necessidade que a Igreja tem, inspirada por Deus, de falar da misericórdia de Deus. Colocamos hoje nas mãos do Senhor tantas pessoas que passam por tribulações, dificuldades, sofrimentos, que deixaram de acreditar, estão desalentadas e não se abrem mais para a experiência da misericórdia do Senhor. Cabe a nós, enquanto cristãos, celebrando a Páscoa da Ressurreição do Senhor e vivendo o tempo Pascal, ser transfigurados por esta realidade carregada de sentido que é a Misericórdia de Deus.</div><div>        A liturgia deste segundo domingo da Páscoa nos apresenta a importância de celebrar o primeiro dia da semana, o domingo. O Evangelho nos apresenta esse processo de encontro com o Senhor, justamente no primeiro dia da semana. A visão do Apocalipse também proclama o primeiro dia da semana, esse ritmo semanal de celebração da Páscoa e de encontro com o Senhor. Os discípulos passam então a reunir-se no primeiro dia da semana e nessa celebração se encontram com o Senhor. Tal costume vai marcar a importância da celebração dominical vivida na tradição da Igreja desde a época dos apóstolos.</div><div>        A primeira Leitura (At 5, 12-16), demonstra como a Ressurreição e a união a Jesus produzem frutos em meio ao povo: sinais e maravilhas são operadas por meio dos apóstolos. A abundância da graça e Deus marca a narrativa: muitos sinais e maravilhas, o número de fiéis que crescia, multidões que vinham a Jerusalém e que eram curados. Só uma narrativa quase épica pode nos aproximar da abundância da graça e das maravilhas de Deus.</div><div>        O Salmo responsorial (Sl 117 (118), 2-4.22-24.25-27) apresenta insistentemente a proclamação da eternidade da misericórdia e exalta, assim como na primeira leitura, as maravilhas realizadas por Deus.</div><div>         Como nos recorda o Papa Francisco, na bula de proclamação do ano da misericórdia: ‘Eterna é a sua misericórdia’: tal é o refrão que aparece no salmo, ao mesmo tempo que se narra a história da revelação de Deus. Em virtude da misericórdia, todos os acontecimentos do Antigo Testamento aparecem cheios dum valor salvífico profundo. A misericórdia torna a história de Deus com Israel uma história da salvação. O fato de repetir eterna é a sua misericórdia, como faz o Salmo, parece querer romper o círculo do espaço e do tempo para inserir tudo no mistério eterno do amor. É como se se quisesse dizer que o homem, não só na história, mas também pela eternidade, estará sempre sob o olhar misericordioso do Pai. </div><div>        A segunda leitura (Ap 1,9-11a.12-13.17-19) anuncia a grandeza e a Glória do Ressuscitado: não tenhas medo! Sou aquele que vive para sempre. Na experiência mística de João o Senhor se apresenta como aquele que dá segurança ao cristão, não só porque Ele tem domínio absoluto sobre tudo, mas também porque participou da condição mortal do homem. Por sua morte e Ressurreição venceu a morte e tem poder sobre o mistério que ela representa. </div><div>        O Evangelho (Jo 20, 19-31) apresenta a reconstrução do homem e do mundo: Novamente, Jesus disse: 'A paz esteja convosco.</div><div>Como o Pai me enviou, também eu vos envio'. E depois de ter dito isto, soprou sobre eles e disse: 'Recebei o Espírito Santo. A quem perdoardes os pecados eles lhes serão perdoados; a quem os não perdoardes, eles lhes serão retidos'.</div><div>         Ao soprar sobre os discípulos reunidos, faz relembrar a criação do mundo, onde Deus sopra sobre o barro da terra que agora toma forma e passa a se tornar um ser vivente. O sopro de Deus traz a vida. Jesus sopra sobre os discípulos e faz deles homens novos, dando a eles a missão de serem continuadores da ação de Cristo, perdoando os pecados, manifestando a misericórdia de Jesus. Jesus os confere a missão de se tornarem embaixadores do perdão e da misericórdia. A Igreja tem por missão recriar o mundo através da misericórdia e do perdão dos pecados.</div><div>        Logo após, é apresentada a figura de Tomé, que não se encontrava com os apóstolos no dia do encontro com o Senhor. Ante a narrativa destes sobre o novo fato acontecido, Tomé dá uma resposta de incredulidade:</div><div>        Mas Tomé disse-lhes: 'Se eu não vir a marca dos pregos em suas mãos, se eu não puser o dedo nas marcas dos pregos e não puser a mão no seu lado, não acreditarei'.</div><div>        Tomé demonstra a dificuldade de não basear sua crença nos testemunhos, mas sim na experiência empírica de ter de comprovar o que lhe fora comunicado, algo típico de nossos tempos marcados pelo cientificismo positivista. Tomé representa a mente fechada a novas e eficazes formas de conhecimento.</div><div>        No fundo, destas palavras sobressai a convicção de que Jesus já é reconhecível não tanto pelo rosto quanto pelas chagas. Tomé considera que os sinais qualificadores da identidade de Jesus são agora sobretudo as chagas, nas quais se revela até que ponto Ele nos amou. Nisto o Apóstolo não se engana. Como sabemos, oito dias depois Jesus aparece no meio dos seus discípulos, e desta vez Tomé está presente. E Jesus interpela-o: "Põe teu dedo aqui e vê minhas mãos! Estende tua mão e põe-na no meu lado e não sejas incrédulo, mas crê!". Tomé se espanta tanto pela constatação de que o Senhor está vivo como pela forma com que sua debilidade e falta de fé é tratada: O Ressuscitado quer mergulhar as chagas da falta de fé de Tomé em suas chagas, em suas gloriosas chagas Tomé reage com a profissão de fé mais maravilhosa de todo o Novo Testamento: Meu Senhor e meu Deus! (Jo 20, 28). A este propósito, Santo Agostinho comenta: Tomé via e tocava o homem, mas confessava a sua fé em Deus, que não via nem tocava. Mas o que via e tocava levava-o a crer naquilo de que até àquele momento tinha duvidado". O evangelista prossegue com uma última palavra de Jesus a Tomé: "Porque me viste, acreditaste. Felizes os que, sem terem visto, crerão". Esta frase também se pode conjugar no presente; "Bem-aventurados os que creem sem terem visto".  Que ver os sinais nos faça renovar a fé e a esperança. </div><div>        O caso do Apóstolo Tomé é importante para nós pelo menos por três motivos: primeiro, porque nos conforta nas nossas inseguranças; segundo porque nos demonstra que qualquer dúvida pode levar a um êxito luminoso além de qualquer incerteza; e por fim, porque as palavras dirigidas a ele por Jesus nos recordam o verdadeiro sentido da fé madura e nos encorajam a prosseguir, apesar das dificuldades, pelo nosso caminho de adesão a Ele.</div><div>        Precisamos sempre contemplar o mistério da misericórdia. É fonte de alegria, serenidade e paz. É condição da nossa salvação. Misericórdia: é a palavra que revela o mistério da Santíssima Trindade. Misericórdia: é o ato último e supremo pelo qual Deus vem ao nosso encontro. Misericórdia: é a lei fundamental que mora no coração de cada pessoa, quando vê com olhos sinceros o irmão que encontra no caminho da vida. Misericórdia: é o caminho que une Deus e o homem, porque nos abre o coração à esperança de sermos amados para sempre, apesar da limitação do nosso pecado.</div><div>Neste Domingo da Misericórdia, entremos nas chagas do Ressuscitado, e acolhamos a misericórdia em nossas vidas. Ele nunca se cansa de escancarar a porta do seu coração, para repetir que nos ama e deseja partilhar conosco a sua vida. A Igreja sente, fortemente, a urgência de anunciar a misericórdia de Deus. A sua vida é autêntica e credível, quando faz da misericórdia seu convicto anúncio. Sabe que a sua missão primeira, sobretudo numa época como a nossa cheia de grandes esperanças e fortes contradições, é a de introduzir a todos no grande mistério da misericórdia de Deus, contemplando o rosto de Cristo. A Igreja é chamada, em primeiro lugar, a ser verdadeira testemunha da misericórdia, professando-a e vivendo-a como o centro da Revelação de Jesus Cristo. </div><div>        Jesus Misericordioso, eu confio em vós.</div> Sat, 27 Apr 2019 14:53:00 -0300Dia de São Jorgehttp://santuariocristoredentor.com.br/noticias/dia-de-sao-jorgehttp://santuariocristoredentor.com.br/noticias/dia-de-sao-jorge<div>        O dia 23 de abril é de grande movimentação no Rio de Janeiro. Milhões de católicos se deslocam para as Igreja, Oratórios, Paróquia, comunidades dedicadas a São Jorge. Neste ano a celebração da Oitava da Páscoa, que é sempre comemorada, teve um belo exemplo de alguém que, ao se encontrar com Jesus Cristo Ressuscitado foi testemunha d’Ele até o fim de sua vida: São Jorge. Embora a comemoração facultativa tenha sido omitida liturgicamente como pede o Diretório Litúrgico, no entanto, a participação do povo nesse dia marcou muito a vida desta cidade. É a experiência da Páscoa, centro de nossa caminhada cristã concretizada em uma pessoa que viveu de forma pascal testemunhando Jesus Cristo em sua vida.</div><div>        A vida de São Jorge está envolta em lendas e mistérios, embora no fundo de tudo exista uma pessoa cuja vida e martírio chamou a atenção dos cristãos dos primeiros séculos, a ponto de difundirem seu culto e construírem igreja em sua memória. Utilizo dados disponíveis de domínio público. Sua história se perde na bruma do tempo, e se dá no século III, quando Diocleciano era imperador de Roma. Havia nos domínios do seu vasto Império um jovem soldado chamado Jorge de Anicii. Filho de pais cristãos, converteu-se a Cristo ainda na infância, quando passou a temer a Deus e a crer em Jesus como seu único e suficiente salvador pessoal. Nascido na antiga Capadócia, região que atualmente pertence à Turquia, Jorge mudou-se para a Palestina com sua mãe, após a morte de seu pai. Tendo ingressado para o serviço militar, distinguiu-se por sua inteligência, coragem, capacidade organizativa, força física e porte nobre. </div><div> <span style="white-space:pre"> </span>Foi promovido a capitão do exército romano devido a sua dedicação e habilidade. Tantas qualidades chamaram a atenção do próprio Imperador, que decidiu lhe conferir o título de Conde. Com a idade de 23 anos passou a residir na corte imperial, exercendo altas funções. Nessa mesma época, o Imperador Diocleciano traçou planos para exterminar os cristãos. No dia marcado para o Senado confirmar o decreto imperial, Jorge levantou-se no meio da reunião declarando-se espantado com aquela decisão, e afirmou que os ídolos adorados nos templos pagãos eram falsos deuses. </div><div><span style="white-space:pre"> </span>São Jorge, foi um grande defensor da fé.  Com grande coragem sua fé em Jesus Cristo como Senhor e salvador dos homens. Indagado por um cônsul sobre a origem desta ousadia, Jorge prontamente respondeu-lhe que era por causa da verdade. O tal cônsul, não satisfeito, quis saber: “o que é a verdade?”. Jorge respondeu: “A verdade é meu Senhor Jesus Cristo, a quem vós perseguis, e eu sou servo de meu redentor Jesus Cristo, e n’Ele confiado me pus no meio de vós para dar testemunho da Verdade.” Como Jorge mantinha-se fiel a Jesus, o Imperador tentou fazê-lo desistir da fé torturando-o de vários modos. E, após cada tortura, era levado perante o Imperador, que lhe perguntava se renegaria a Jesus para adorar os ídolos. </div><div><span style="white-space:pre"> </span>A fé deste servo de Deus era tamanha que muitas pessoas passaram a crer em Jesus e confessá-lo como Senhor por intermédio da pregação e testemunho do jovem soldado romano. Durante seu martírio, Jorge mostrou-se tão confiante em Cristo Jesus e na obra redentora da cruz, que a própria Imperatriz alcançou a Graça da salvação eterna, ao entregar sua vida ao Senhor. Seu testemunho de fidelidade e amor a Deus arrebatou uma geração de incrédulos e idólatras romanos. Por fim, Diocleciano mandou decapitar o jovem e fiel discípulo de Jesus, em 23 de abril de 303. Logo a devoção à “São” Jorge tornou-se popular. Celebrações e petições a imagens que o representavam se espalharam pelo Oriente e, depois das Cruzadas, tiveram grande entrada no Ocidente.</div><div><span style="white-space:pre"> </span>O início de sua popularidade ocorreu no auge da perseguição aos cristãos pelo imperador romano Deocleciano –  final do século III, quando o ousado guerreiro passou a defender com muita fé o cristianismo. A imagem de São Jorge é representada por um jovem vestido com uma armadura, sentado em um cavalo branco com uma lança atravessando o dragão, pois o santo é imortalizado no conto em que mata um dragão. </div><div><span style="white-space:pre"> </span>São Jorge, que é santo da Igreja Católica, e é patrono da Inglaterra, Portugal, Geórgia, Catalunha, Aragão, Lituânia, da cidade de Moscou e de muitos outros locais e entidades. Muito venerado em outros lugares, inclusive em todo o nosso Estado do Rio de Janeiro. Seu culto na Igreja, mesmo com poucos dados históricos, e mesmo com as dificuldades encontradas na comprovação das atas de seu sofrimento, remonta ao século V, e com as "cruzadas", através da "legenda dourada", o fizeram popular no Ocidente.</div><div><span style="white-space:pre"> </span>Os restos mortais de São Jorge foram transladados para Lida (ou Lod, antiga Dióspolis) que é uma cidade da região da atual Israel e foi onde teria residido sua mãe. Aí ele foi sepultado, e, na época o imperador cristão Constantino mandou erguer um suntuoso oratório aberto aos fiéis, para que a devoção ao santo fosse espalhada por todo o Oriente. Dessa maneira foi propagada a sua devoção por meio do seu belo testemunho de seguidor de Jesus e homem que deu a sua própria vida por Aquele que é a Suprema Verdade.</div><div><span style="white-space:pre"> </span>Nesse dia em que milhões de pessoas se deslocaram até as Igrejas e capelas de São Jorge, para manifestar seu carinho e a busca de ver nesse homem de Deus um grande exemplo de vida e um intercessor junto a Deus, contemplemos a todos com os olhos da fé e oremos para que todos busquem a vida nova em Cristo. </div><div><span style="white-space:pre"> </span>Ao olhar para São Jorge possamos exemplo dele lutar contra o dragão do mal para sermos vencedores nesta batalha contra os questionamentos da nossa fé. Que com a mesma coragem professemos esta nossa fé neste tempo de tantas questões e problemas e que com o coração aberto vivamos como irmãos e irmãs que em Cristo se amam. E que, pela intercessão de São Jorge, possam recair sobre as nossas vidas muitas bênçãos de Deus! São Jorge, rogai por nós!</div> Wed, 24 Apr 2019 14:50:22 -0300Cantai, cristãoshttp://santuariocristoredentor.com.br/noticias/cantai-cristaoshttp://santuariocristoredentor.com.br/noticias/cantai-cristaos<p>        Caríssimos amigos e irmãos: Feliz Pascoa! O senhor ressuscitou verdadeiramente, Aleluia! Verdadeiramente ressuscitou. Esta é a saudação utilizada pelos orientais nestes dias tão importantes e alegres. Nossa liturgia é festiva. Inaugura-se o oitavo dia, o dia que não termina, o dia que o Senhor fez para nós, alegremo-nos e nele exultemos! (Sl 118, 24). Depois de termos vivido os dias de quaresma e o tríduo pascal, a Igreja coloca em nossos corações e em nossos lábios esta alegria, que não pode ser uma alegria que venha somente da exterioridade, mas de um coração renovado e transbordante de alegria porque se reconciliou com o Senhor. </p><p>        Nossas lutas, dificuldades e problemas continuam aqui e acolá. As coisas ao redor não se transformam automaticamente. Mas nós nos colocamos ante as coisas como alguém que se renovou interiormente, e por isso mesmo se torna sinal da alegria divina e da misericórdia de Deus. Mesmo quando os discípulos de Jesus estavam na prisão ou os mártires eram conduzidos para sua oferta final, eles ali cantavam os louvores de Deus, ali anunciavam Jesus Cristo Ressuscitado. Essa celebração deve se tornar cada vez mais presente em nossos corações para que possamos proclamar sinceramente que aquele que por nós morreu e foi sepultado, está vivo hoje, entre nós, e nós somos suas testemunhas.</p><p>        Se a liturgia deste dia é solene, muito mais deve ser a nossa própria vida. Nosso coração transbordante de alegria independe das circunstâncias ao nosso redor. Somos nós que somos renovados e transformados para que contagiemos o mundo com a alegria pascal. </p><p>        Iniciamos a oitava de Páscoa e o tempo Pascal, e teremos 50 dias de celebração para que possamos contemplar, aprofundar e fazer vida as realidades do mistério que estamos celebrando e que agora faz com que busquemos as coisas do alto, as coisas de Deus. O mistério da Páscoa é central em nossas vidas; norteia não somente o ano Litúrgico, mas toda a nossa vida. Se Cristo não ressuscitou, vã é nossa fé. Que o Senhor nos dê a possibilidade de experimentar o que significa que Cristo Ressuscitou e que possamos também traduzir este significado, para que as pessoas ao nosso redor entendam o que significa Ressurreição, deixar a vida velha e viver a vida nova, vencer a morte e vencer o pecado.</p><p>        Na liturgia desta solenidade a primeira leitura (At 10, 34a.37-43), Pedro com um discurso querigmático anuncia que é testemunha da ressurreição do Senhor. Tal discurso acontece na casa de um soldado romano, Cornélio. Ali Pedro apresenta o essencial da figura de Jesus, o que fez e ensinou e relata de forma especial o fato da ressurreição de Cristo, colocando esta como motivo de uma ação concreta na vida das testemunhas: é necessário comunicar a todos as maravilhas do Senhor ressuscitado.</p><p>        Eis o desafio para nós: que possamos anunciar a todos que o Senhor está vivo e contagiar ao nosso redor, principalmente aos que estão doentes, enfermos, assolados pela violência e pelas dificuldades. </p><p>        O salmo responsorial, o salmo 117 (118), traz como refrão o grande grito de alegria pascal, este é o dia que o Senhor fez para nós: alegremo-nos e nele exultemos! Em sua origem, este salmo parece ter sido a oração de gratidão de um Rei após a sua Vitória. Nesta vitória se manifesta a força da misericórdia do Senhor e assinala os efeitos de confiar no Senhor. O Novo Testamento utiliza as expressões deste salmo aplicadas ao Cristo, o Rei Vencedor, o Messias que triunfou da morte, aquele que é a pedra angular, rejeitada pelos homens, mas glorificada pelo Pai.</p><p>        Na segunda leitura (fizemos opção por Cl 3, 1-4), as consequências da ressurreição do Senhor também nos são apresentadas: se ressuscitastes com Cristo, buscai as coisas do alto!  Na parte do livro denominada de vida nova em Cristo, vemos que pelo Batismo o cristão participa da vida gloriosa de Jesus ressuscitado. Por isso, Cristo deve preencher todos horizontes de sua existência. O desejo de viver a ressurreição de Cristo proporciona uma nova perspectiva à existência neste mundo. Como nos recorda o Vaticano II, os cristãos, caminhando até a cidade celeste, devem buscar e experimentar as coisas do alto, o que em nada diminui a importância da obrigação que se lhes é confiada de trabalhar com todos os homens na construção de um mundo mais humano. (GS 57).</p><p>        No Evangelho do Domingo de Páscoa (Jo 20, 1-9), temos o relato de um encontro com o Ressuscitado e o encontro com o sepulcro vazio: viram e acreditaram. Os discípulos que vão percebendo que aquilo que eles jamais imaginavam aconteceu: O Senhor venceu a Morte. </p><p>        Os quatro evangelhos relatam os testemunhos das santas mulheres e dos discípulos sobre a ressurreição gloriosa de Cristo. Tais testemunhos se referem a duas realidades: o sepulcro vazio e as aparições do Senhor ressuscitado. São João destaca que foram os apóstolos os primeiros a entrar e perceber os detalhes externos de que Cristo havia ressuscitado. O sepulcro vazio e os outros detalhes que foram vistos por Pedro e João são sinais perceptíveis pelos sentidos. A ressurreição, ao contrário, ainda que possa ter efeitos comprovados pela experiência, requer a fé para que seja aceita.</p><p>        Que cada um de nós possa traduzir cada vez mais a experiência pascal, em meio às nossas casas, famílias, trabalhos, testemunhando a alegria do ressuscitado. </p><p>        Em meio a uma cultura de morte e a um ambiente marcado pela violência, a Páscoa da Ressurreição surge como um grande alento para todo o povo: quem tem a vitória final não é o sofrimento, a injustiça, a violência, a dor ou a morte. A palavra final sempre será a da Vitória de Deus, a da Ressurreição de Cristo. Abraçamos a cruz de cada dia não porque amamos o sofrimento, mas pela certeza de que ele é caminho para a nova vida. </p><p>        Queridos irmãos e irmãs: através das chagas de Cristo ressuscitado podemos ver com olhos de esperança estes males que afligem a humanidade. Com efeito, ressuscitando, o Senhor não tirou o sofrimento e o mal que aflige a humanidade, mas venceu-os pela raiz com a superabundância da sua Graça. À prepotência do mal opôs a onipotência do seu Amor. Como caminho para a paz e a alegria deixou-nos o Amor que não teme a morte. “Como eu vos tenho amado – disse aos Apóstolos antes de morrer – assim também vós deveis amar-vos uns aos outros”.</p><p>         Que ninguém feche o coração à onipotência deste amor que redime! Jesus Cristo morreu e ressuscitou por todos: Ele é a nossa esperança! Esperança verdadeira para todo o ser humano. Hoje, como fez outrora com os seus discípulos na Galileia antes de voltar para o Pai, Jesus ressuscitado envia-nos também por toda a terra como testemunhas da sua esperança e assegura-nos: Eu estarei sempre convosco até ao fim do mundo (Mt 28, 20). Fixando o olhar da alma nas chagas gloriosas do seu corpo ressuscitado, podemos compreender o sentido e o valor do sofrimento, podemos suavizar as muitas feridas que continuam a ensanguentar a humanidade ainda em nossos dias. </p><p>        Como nos recordou o papa Bento XVI: Nas suas chagas gloriosas, reconhecemos os sinais indeléveis da misericórdia infinita de Deus: Jesus é Aquele que cura as feridas dos corações despedaçados, que defende os fracos e proclama a liberdade dos escravos, que consola todos os aflitos e concede-lhes o óleo da alegria em vez do hábito de luto, um cântico de louvor em vez de um coração triste (Cf. Is 61,1.2.3). </p><p>        Se nos aproximamos d’Ele com humilde confiança, encontramos no seu olhar a resposta ao anseio mais profundo do nosso coração: conhecer Deus e ter com Ele uma relação vital numa autêntica comunhão de amor, que encha do seu próprio amor a nossa existência e as nossas relações interpessoais e sociais. Para isso, a humanidade precisa de Cristo: N’Ele, nossa esperança, fomos salvos.</p><p>        Que a celebração e a proclamação da Ressurreição de Cristo renovem todas as nossas esperanças. Deixemo-nos iluminar pela luz fulgurante deste Dia solene; com sincera confiança abramo-nos a Cristo ressuscitado, para que a sua vitória sobre o mal e sobre a morte triunfe também em cada um de nós, nas nossas famílias, nas nossas casas, em nossas ruas e bairros, em nossos hospitais, em nossos asilos, em nossas residências terapêuticas, em nossos presídios, repartições públicas, em nossa cidade, em nosso país e em toda terra.</p><div><br></div>Sun, 21 Apr 2019 17:41:19 -0300O Mistério de um Amor Incondicionalhttp://santuariocristoredentor.com.br/noticias/o-misterio-de-um-amor-incondicionalhttp://santuariocristoredentor.com.br/noticias/o-misterio-de-um-amor-incondicional<div>        Nós vos adoramos Santíssimo Senhor Jesus Cristo que por vossa Santa Cruz redimistes o Mundo inteiro. Sexta-feira Santa! Paixão de Nosso Senhor Jesus Cristo.</div><div>        O Senhor viveu dias de solidão, de angústia, dor e tormento, sentiu-se traído, abandoando, e esquecido pelos seus amigos, em tudo, Ele aceitou assumir a nossa condição humana, exceto no pecado. “Eloi, Eloi, lamá sabactani”, Meu Deus, por que me abandonaste?’ (cf Mc 15,34).</div><div>Celebramos Jesus Cristo, o nosso Salvador, que nos salvou com o dom da sua vida entregue, doada por um amor incondicional. A Cruz de Nosso Senhor Jesus Cristo é o símbolo da nossa vitória. </div><div>        Para aqueles que estavam com Ele no momento de sua agonia, Jesus, nazareno, o rei dos judeus, não pediu praticamente nada; o único pedido era poder satisfazer sua sede. Deram-lhe uma esponja com vinagre. </div><div>        Hoje Cristo tem sede de nossa sede; Ele tem sede de serenidade, de saúde física e moral, de harmonia em nossas famílias, de ar e ambiente puro e saudável, de trabalho honesto para todos os homens e mulheres de nosso tempo que vivem sem dignidade, a margem da sociedade. </div><div>Hoje Cristo tem sede de nossa sede; Ele nos chama a conversão, nos convida a viver em   fraternidade sincera junto aos nossos pastores, em comunhão eclesial nas paróquias e comunidades, o Senhor nos convida a viver e assumir o ministério da caridade, e cultivar com ardor a paixão pelo Evangelho da Cruz e da Ressurreição. </div><div>        Cristo nunca nos deixará órfãos, esquecido, ou abandonado, somos aqueles por quem Ele deu a vida; e desde que Ele aceitou assumir e compartilhar nossas dores e angustias humana, nossa fome e sede diária, estamos certos de que ele também saciará nossa sede de vida eterna, pois vivemos na esperança de um dia estarmos juntos face a face com Ele na plenitude da vida que jamais findará.</div><div>        A celebração que estamos vivenciando neste dia sagrado da memória da Paixão e Morte de Nosso Senhor, expressa bem o sentido e a atitude dos fieis cristãos nesta Sexta-feira Santa, sobre tudo, nossa gratidão ao Senhor por tão grande amor por todos nós, sem distinção.  </div><div>        Somente um amor grande e incondicional sem limites, é capaz de dar a própria vida pelos seus, sem esperar nada em troca, sem querer recompensa, é um amor gratuito. Jamais conseguiremos mensurar tamanho amor, o amor de Nosso Senhor por cada um de nós.</div><div>        Nossa celebração abriu-se com o gesto da prostração vivida em silêncio. Este gesto quer nos lembrar que para nos abrirmos para o verdadeiro significado da morte de Jesus, temos a necessidade de adorar e reverenciar através do silêncio interior.  </div><div>        A história da Paixão e Morte de Jesus, como bem sabemos, continua nos Evangelhos, na história da ressurreição, é o tesouro mais precioso guardado no coração da cristandade através da comunidade cristã desde o início da fé apostólica. </div><div>        Não é coincidência que a história da paixão ocupa, em todos os quatro evangelhos, um lugar especial. Mas não é difícil entender o porquê. A paixão foi vista, desde o início, como o momento privilegiado da manifestação do amor de Deus.</div><div>        Dada a importância deste grande acontecimento na história da Salvação, nos diz o Evangelista, “tendo amado os seus, que estavam no mundo amou-os até o fim”, (cf Jo 13,1), não significa simplesmente que o fim chegou, mas que Jesus levou ao limite extremo de sua doação. </div><div>O Filho de Deus não poderia fazer um gesto mais cheio de amor do que isso. Nada poderia revelar mais sobre o amor do Pai. A história de amor entre         Deus e a humanidade alcança seu cume aqui. Eis o mistério mais sublime, mais sagrado da história. </div><div>        É por isso que a Liturgia não nos faz viver esta celebração como um luto, mas como uma contemplação serena, comovida e grata do amor de Deus. </div><div>        Depois de ouvir o relato da paixão, nossa celebração continuará com uma grande invocação pelas necessidades da Igreja e do Mundo. Esta é a oração universal, nós então rezaremos pela Igreja, por seus pastores, pelos cristãos, pelos catecúmenos, e os irmãos crentes de outras religiões, e não-crentes, rezaremos pelo mundo inteiro. </div><div>        O amor revelado através da Paixão e Morte de nosso Senhor Jesus Cristo nos impele a implorar que ela frutifique em nossa vida, o amor e a caridade, na Igreja e no mundo.</div><div>        Finalmente comunhão, com o Pão Eucarístico consagrado na Missa de ontem à noite, em memória da Sagrada Ceia do Senhor, Cristo nos unirá profundamente a nós em um amor sem limites. </div><div> <span style="white-space:pre"> </span>Estejamos abertos e disponíveis de coração, para que esta celebração litúrgica possa entrar em nossa vida, consolá-la, alimentá-lo, sustentar a nossa fé, e aumentar a nossa alegria de sermos redimidos, nos tornar mais firmes e encoraja-nos para corresponder ao amor de Deus, no amor aos irmãos e irmãs.</div><div>        O evento pascal da Paixão, Morte e Ressurreição de Jesus é o centro da fé cristã. A fé que salva está ligada ao Ressuscitado, mas deve passar pelo Calvário. A cruz é a porta que leva à Ressurreição. </div><div>        A palavra de Deus nos ajuda a entender o significado do sofrimento. De fato, o sofrimento de Cristo ilumina nosso sofrimento, tornando-o digno de um acesso especial ao reino dos céus. </div><div>        Se a vida é colorida com o sangue da cruz, não podemos deixar de aceitar este desafio que nos leva a caminhar com Cristo, no caminho da dor, que é o caminho da libertação.</div><div>        Os cristãos de todos os tempos sempre contemplaram esta história de dor e amor com gratidão e emoção, ou melhor, a viver no seguimento radical de Jesus através da conversão. </div><div>        Jesus Crucificado é a pessoa diante da qual só há que se ajoelhar, pedir perdão, agradecer-lhe pelo que fez por nós no mistério da dor, mas também no mistério da vida doada, e da alegria. </div><div>        O apóstolo Paulo nos lembra dessas atitudes do coração e do intelecto, em sua carta aos filipenses o Apostolo lembra que "Cristo, embora na condição de Deus humilhou-se ao tornar-se obediente até a morte e à morte na cruz, exaltou-o e deu-lhe o nome que está acima de cada nome, de modo que em nome de Jesus todo joelho se dobra nos céus, na terra e debaixo da terra, e toda língua proclama: "Jesus Cristo é Senhor!", para a glória de Deus o pai “(Fl 2,6-11).</div><div>        A Semana Santa é um tempo de graça excepcional; é a celebração e atualização da maior história já narrada, a de um Deus, o Deus dos cristãos que tanto amou o mundo que deu e continua a dar seu Filho como propiciação, como redenção, como o sacramento universal de salvação e misericórdia.<span style="white-space:pre"> </span></div><div>        E é precisamente através da liturgia da Igreja, nas esplêndidas e ricas celebrações da Semana Santa, o lugar onde se pode viver e receber graças abundantes. Dito de outra forma; se desconsiderarmos, se não participarmos das celebrações litúrgicas desses dias sagrados, perderemos o melhor deles, sua essência, seu coração, seu principal dom.</div><div>        Isto implica um dever, confere um direito, o de participar nas celebrações da Semana Santa. Este não é simplesmente um momento do ano litúrgico, mas é a fonte de todas as outras celebrações do ano litúrgico, porque todas elas remetem e remetem ao momento do grande mistério pascal.</div><div>De fato, a morte morreu, a maldição foi cancelada, a escravidão do diabo foi suprimida. Deus se reconciliou com os homens, o céu se tornou penetrável, os homens com anjos se uniram, as coisas que estavam distantes foram unidas, a barreira foi removida.</div> Fri, 19 Apr 2019 18:02:26 -0300Instituição da Sagrada Eucaristiahttp://santuariocristoredentor.com.br/noticias/instituicao-da-sagrada-eucaristiahttp://santuariocristoredentor.com.br/noticias/instituicao-da-sagrada-eucaristia<div>        O Tríduo Pascal é aberto com a Missa da Ceia do Senhor. Nossa atenção neste dia sagrado de Quinta-Feira Santa está voltada para o altar do Senhor. O altar está no centro da casa sagrada, a nossa Catedral Metropolitana, casa de Deus, casa de irmãos e irmãs que se unem para a mais perfeita comunhão. </div><div>         Somos o Povo de Deus, Igreja Santa, um povo que celebra a vida em comunhão, com Deus e com os seus irmãos, mediados por sua Igreja, que a todos congrega em um único espírito, o Espírito de Deus. </div><div>        Nesta noite somos chamados a colocar no centro de nossa reflexão o testamento de Cristo com quem o Senhor não deixa aos seus discípulos uma herança material ou espiritual, mas a Si mesmo; Ele deixa Seu Corpo em sacrifício e Seu Sangue derramado para a salvação do mundo.</div><div>A Última Ceia de Jesus, da qual fazemos memória nesta liturgia sagrada, isto é a sua morte na cruz, que meditaremos na Sexta-Feira Santa à tarde, e a sua ressurreição (iniciando com a grande e solene Vigília Pascal), constituem os momentos de um mesmo mistério, o da Páscoa de Cristo, isto é, a sua passagem deste mundo para o mundo do Pai. Uma passagem dolorosa e alegre.</div><div>        Quantas luzes, quantas vozes, quanta criatividade ao redor deste altar. Porém, também somos advertidos por Jesus: se, portanto, trouxerdes a sua oferta ao altar e aí se lembrar de que seu irmão tem algo contra você, deixe seu presente lá diante do altar e vá primeiro se reconciliar, (cf. Mt 5, 23 -24). Seria místico, farisaico, vaidoso e enganoso, distrair-se desta responsabilidade. O altar é o lugar do nosso encontro fraterno. Na mesa sagrada Jesus invariavelmente nos dá um compromisso: Vem, e verás (cf. Jo 1, 39). Quem tem sede venha a mim e beba (cf. Jo 7, 37). </div><div>        Em muitas ocasiões Jesus quis significar este convívio, como o sinal do Reino de Deus, que está próximo. Convivência a partir da qual não exclui os pecadores para celebrar seu retorno ou para favorecê-lo.</div><div>        Ao instituir o sacramento da Eucaristia, Jesus diz: “Este é o meu corpo que é dado por vós”. “É como se ele estivesse dizendo: eu me coloco a seu serviço. O apóstolo Pedro se recusa a lavar os pés e essa atitude de Cristo lhe dá a oportunidade de explicar o verdadeiro significado de seu gesto incomum. Um gesto que vai muito além de uma razão de natureza humana ou um desejo de oferecer um exemplo, mas lembra a necessidade de ser "salvo"”. </div><div>        Jesus, em outras palavras, diz a São Pedro que ele não pode salvar a si mesmo por si mesmo, que ele não pode pensar em vencer o egoísmo e o pecado com sua própria força, mas ele deve aceitar a salvação que o Senhor lhe deu por meio do sacrifício.</div><div>Ao privilegiar este gesto, humilde e solene ao mesmo tempo realizado por Jesus, o evangelista nos revela o sentido profundo da Eucaristia e da cruz. Nós não celebramos a Eucaristia porque é um belo ritual, mas para entrar na própria lógica do dom do amor de Cristo ao homem e para que o sacrifício de Cristo invada toda a nossa vida.</div><div>        Este é o caso de Levi, que passou em um instante do banco de seus ofícios para a mesa com Jesus, (cf Mc 2,13-15). Assim foi com Zaqueu e muitos outros: Jesus sentou-se à mesa com os seus amigos.</div><div>        Há proximidade neste gesto, há intimidade, há amizade. Há declarações inéditas de amor; tome e coma; tome e beba. Ao redor da mesa, naquela noite, houve um começo, olhares atônitos, depois cheios de amor, como os nossos. </div><div>        Se lá estivéssemos naquela noite, certamente estaríamos inebriados de tanto amor ao lado do amado, o nome está oculto; mas poderia ser cada um de nós reunidos para celebrar esta santa ceia. </div><div>        Do altar de mármore ao altar incandescente de amor, um altar de carne, vivo e palpitante. Ao redor do altar com audácia. O altar é, portanto, o lugar onde Jesus se entrega, faz uma refeição, Ele é o cordeiro imolado. </div><div>        Hoje também recordamos os cristãos primitivos, especialmente os mártires eles nos antecederam neste relacionamento de amor. As relíquias dos mártires estão preservadas no mármore do altar; são cristãos que corresponderam a este amor, com amor e por isso deram suas vidas por Jesus.  </div><div>Quem se senta à mesa de Jesus aprende a fazer de sua vida um presente, uma oblação. Aprende a dar a vida no cotidiano. O altar é uma mesa onde celebramos a imolação do Cordeiro: há aqueles que têm flores e luzes, aqueles que espalham toalhas de mesa, aqueles que espalham fragrâncias e incenso. Sobre tudo, há aqueles que doam suas vidas, neste altar, todo os dias. </div><div>        Há ministros e há o sacerdote que age “in persona Christi”. Também há altares sem toalhas de mesa, sem flores, sem adornos e cobertos de pó. Há altares em torno dos quais não há mais coroas, nem canções, nem luzes, altares sobre os quais o sacerdote não se levanta há anos. Sem a Eucaristia não há Igreja. </div><div>        Estamos no ano sacerdotal arquidiocesano e somos chamados a agradecer a Deus pela beleza de ser sacerdote, de ter um chamado do sacerdócio na família, na comunidade, na Igreja. De ser testemunho credível do Cristo Ressuscitado e se exercer o seu ministério na mansidão, na caridade, na misericórdia, gastando o seu ministério em favor de santificar o povo de Deus, sendo construtores de pontes e caminhando ao encontro dos que estão afastados: sacerdotes que ajudam o povo santo de Deus a crescer na caridade, no amor e na misericórdia. Lembro, os padres de nosso presbitério, da sadia amizade presbiteral: sejamos homens que possamos louvar as virtudes daqueles que chegam ao nosso encontro e dos nossos próprios colegas. A boa fama das pessoas é uma obrigação que cada padre deve zelar no seu ministério, porque como bom pai da comunidade, o presbítero é aquele que primeiro acolhe. O padre é aquele que cura as feridas do outro. A lealdade de uma ação apostólica fortalece a caminhada sacerdotal. O padre é aquele que vive a amizade samaritana para com todos.</div><div>        Em volta da mesa está o futuro; a nossa aproximação é uma prefiguração da unidade dos filhos de Deus. Em uma forma estilizada, nosso destino é antecipado; tornar-se a família dos filhos de Deus. O altar, um vislumbre do futuro.</div><div>Ao redor do altar estamos como pecadores, mas no processo de conversão. Com o fardo de nossos trabalhos e nossos relacionamentos nem sempre é fácil, mas buscamos estar reconciliados.</div><div> <span style="white-space:pre"> </span>Na Quinta-feira Santa aparece um sinal mais visível e fascinante em um grau elevado de significação e demonstração radical do amor de Deus: o gesto do lava pés. O Senhor quer que subamos ao altar purificados. Não nos sintamos humilhados pelo convite para a confissão de nossas falhas. Seria mais humilhante nos declararmos irresponsáveis pelo pecado.</div><div>Altar, lugar do relacionamento amoroso e sincero com o Senhor; Ele quer que sejamos fiéis nesta comunhão de irmãos que todos os dias, todos os domingos conforme nos pede a santa Mãe Igreja. </div><div>        Estamos em sua casa, ao redor do altar para celebrar a mais perfeita comunhão sagrada, a memória do Senhor. Não por preceito, mas por amor. É indispensável, então, reconstruir a verdadeira relação com Jesus. “Todos os olhos estavam fixos nele”. (cf Lc 4, 20), Também os sacerdotes, são chamados a manter o olhar fixo em Jesus; de modo especial, são sacerdotes porque, como bem sabemos, a vitalidade e fecundidade como pastores nascem e se fortalecem justamente na íntima união com Jesus Cristo.</div><div>        Os sacerdotes, pastores do rebanho, são os trabalhadores da vinha, e devem primeiro deixar-se converter; para de fato fazerem a experiência de Jesus Cristo e com Jesus Cristo, sempre com o olhar fixo Nele.</div><div>        O testemunho sacerdotal faz com que o povo, também viva esta mesma experiência de intimidade e encontro pessoal com o Senhor, (cf. Hb 12, 1-13). O profeta Isaías descreve algumas características do ungido do Senhor indicando o estilo de vida. </div><div>        Jesus atrai sobre si a figura do Messias, do ungido do Senhor e, diante de todos, declara, quase com um manifesto programático, sua vocação e missão no mundo. O Sacerdote é chamado a dar a sua vida por Jesus através do seu ministério, um ministério da caridade.</div><div>        Esta é a liberdade, não um “sim” formal, mas o sim generoso e sincero, um Sim à vida, iluminado por aquele magnifico Sim de Maria, que hoje encoraja e revigora o Sim ministerial a serviço do altar, para dar a vida em favor do Povo, por amor, como fez Jesus  Cristo o eterno e grande sacerdote do Pai. </div><div> <span style="white-space:pre"> </span>A Santa Missa “in Coena Domini”, isto é, no banquete sagrado da ceia, recorda aquela Última Ceia do Senhor com os seus discípulos, na qual lhes deu o mandamento do amor, depois de terem lavado os pés e instituído os sacramentos da Eucaristia, e das Ordens Sagradas.</div><div>“Aos seus discípulos, Jesus deixa uma ordem, um convite:" Faça isso em memória de mim”. A palavra “memória” na Sagrada Escritura tem um significado muito particular. Não significa apenas comemorar, mas fazer-se presente, atualizar. </div><div>A Eucaristia, portanto, não é uma comemoração pura da Paixão e da Morte de Jesus, mas é uma atualização para nós hoje, do sacrifício de Cristo na Cruz - a Eucaristia alimenta a vida da Igreja na certeza inabalável de que ela não está sozinha nas tribulações e provações.</div><div> <span style="white-space:pre"> </span>Estamos conscientes de que apesar dos acontecimentos dramáticos da história, a Igreja é incessantemente apoiada e guiada pelo amor onipotente do seu Senhor. </div><div>        Verdadeiramente na Eucaristia, Cristo fez a promessa que fez aos seus discípulos de uma maneira incrível e extraordinária, antes de retornar ao Pai: “Eis que estou contigo todos os dias até o fim do mundo”. </div><div>        A Eucaristia é a presença de Deus em nosso meio. O texto do Evangelho termina com estas palavras: “Eu vos dei este exemplo, para que, como eu fiz, também vós deveis fazer”. </div><div>        E assim, toda vez que celebramos a sagrada Eucaristia, a humanidade se reconcilia com Deus, a lei do amor é escrita novamente no coração do homem, a nova criatura é regenerada. </div><div>        Vivemos em comunhão com Deus e com nossos irmãos, encontramos força na jornada, muitas vezes difícil, porém, devemos sempre lembrar que nos tornamos participantes da vida eterna, a alegria que dissolve a tristeza e floresce no coração da Igreja.</div><div>Agradecemos ao Senhor por este imenso presente, aprendemos a desfrutar da sua presença entre nós e a deixar-nos transformar pelo seu amor. Nossa Gratidão aos irmãos e amados sacerdotes pelo SIM dado no cotidiano da vida e do ministério sagrado.</div> Thu, 18 Apr 2019 17:28:50 -0300